sábado, 20 de setembro de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 20 de setembro de 2014.


Então, Judas, o que O traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi se enforcar.” (Mateus 27: 03 – 05)
 

Arrependimento

 
Como é triste pensarmos em arrependimento acompanhado de destruição, não é mesmo?           
Apesar de Judas ter andado com Jesus durante tanto tempo, não dispensou atenção aos ensinamentos do Mestre; sua ambição, planos terrenos e sua carne ocuparam o espaço do aprendizado e do quebrantamento espiritual. Judas não compreendeu que a missão de Jesus era salvar, inclusive pessoas como ele, e que por mais horrível que fosse o seu pecado, poderia ser perdoado.
Como Judas, muitas pessoas ouvem os ensinamentos de Jesus, mas não dão atenção a eles; não lhes sobra tempo para o Mestre, pois muitas coisas ocupam os pensamentos e o tempo. E então, não aprendem que Jesus é o Advogado infalível, que não rejeita nenhuma causa e está pronto não só a perdoar, mas também a amar o pecador machucado pelos próprios pecados.
Pedro também precisou se arrepender, pois negou Jesus três vezes, contudo, não se suicidou; ao contrário de Judas, deixou que aquele choro amargo e doído, resultante da dor do arrependimento se transformasse em adubo para o processo de transformação, iniciado após a sua verdadeira conversão. Talvez, até aquelemomento em que Pedro negou a Jesus não houvesse sentido o peso da sua carne, e nem percebido que o arrependimento por pecadosaconteceria muitas vezes em sua vida, pois o arrependimento faz parte da vida de todos aqueles que nascem em Cristo Jesus e desejam uma vida de santificação.
Mas o arrependimento inicial, aquele que acontece no momento da conversão, é o marco de uma nova vida em Jesus; é imprescindível para a salvação, pois sem ele não  purificação da alma.
É muito triste quando percebemos que uma pessoa que decidiu ser salva por Cristo Jesus e posteriormente desceu às águas do batismo, não compreendeu a necessidade do arrependimento e da confissão dos pecados; então, o caminho já começa sendo trilhado errado, pois trilha-se o caminho da igreja e não o caminho da cruz. Mas mesmo estas pessoas, são continuamente tocadas pelo Espírito Santo, a fim de que compreendam a necessidade de um quebrantamento com verdadeiro arrependimento, e, então, transformação!
Queridos leitores, não há transformação, purificação, santificação, unção e consagração, se houver pecado não confessado; no céu não entrará nenhum tipo de pecado, por mais amoroso e compreensível que seja Deus. Precisamos tomar consciência de que o  arrependimento e a confissão dos pecados é contínuo em nossas vidas; cada vez que o Espírito Santo nos ajudar a tomar consciência de que pecamos devemos ir imediatamente até o nosso Advogado Jesus e confessar o pecado cometido. E nunca nos esqueçamos de que para o nosso amado Salvador que advoga a nossa causa não há nada impossível, não há restrições para o perdão de pecados; basta que haja o verdadeiro arrependimento, e certamente haverá perdão, pois, “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que eles sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Isaías 01:18)
Louvado seja o nosso Deus que mandou o Seu Único Filho para morrer na horrível cruz do calvário, a fim de que tivéssemos salvação e não precisássemos carregar as nossas culpas após o arrependimento e confissão dos nossos pecados; e mais, diminui a frequência e intensidade dos pecados à medida que somos incluídos na cruz de Cristo, ou seja, crucificados com Ele!
(R.E.S.A)