sexta-feira, 27 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 28 de junho de 2014.

“Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24: 28-32)


Chamas do coração


As mulheres desta igreja tiveram o enorme privilégio de refletir sobre emoções, sentimentos, comportamentos e sobre as chamas do “coração”.
 Foi possível uma reflexão sobre o amor verdadeiro e crescente por Deus, acompanhada por uma análise sobre paixão; também, houve a oportunidade de constatar que a busca é essencial para se alcançar um “coração” em chamas por Jesus!
Aqueles dois discípulos no caminho de Emaús, após terem andado ao lado de Jesus e conversado com Ele sem O reconhecerem, questionaram os próprios sentimentos; pareciam desapontados por não terem dado importância aos seus “corações” ardendo! Mas mesmo sem saberem que se tratava do Mestre, O convidaram para ficar; pediram àquele Homem que discorreu sobre as Escrituras Sagradas que ficasse com eles. Então, os olhos daqueles dois discípulos foram abertos, ou seja, compreenderam que se tratava de Jesus; mas parece que antes de perceberem através da razão, o “coração” já havia sinalizado através de um sentimento de ardência ou queimação, que podemos chamar de emoção. Talvez, se eles tivessem um pouco mais de fé, teriam dado atenção imediata àquela manifestação emocional e teriam reconhecido o Mestre.
É possível que muitos de nós já tenhamos passado uma boa parte da vida cristã sem identificar os sentimentos por Jesus; e na busca do reconhecimento daquilo que se sente pelo Mestre, há a possibilidade de descobrir que o amor ainda é muito pequeno e requer investimento espiritual. Certamente devemos viver pela fé, contudo, os nossos sentimentos são imprescindíveis em nosso relacionamento com o Pai Celestial e com o próximo; o cuidado que devemos tomar são com as nossas emoções, pois muitas delas são repentinas e passageiras.
Nossa vida cristã deve estar alicercada na fé, mas sem dúvida nenhuma dependemos dos nossos sentimentos e precisamos desesperadamente do conhecimento da Palavra e de nós mesmos. Inclusive, há a necessidade de estimularmos os nossos sentimentos por Deus através do quebrantamento e enchimento do Espírito Santo; devemos buscar que o nosso coração realmente arda de amor pelo nosso tão marvilhoso Pai Celestial!
Certamente todos nós temos chamas em nosso “coração”, mas talvez a chama mais ardente não seja por Jesus; há a possibilidade de que a maior e mais ardente chama seja pelo nosso próprio eu. Também é possível que a chama mais importante e mais intensa seja pela profissão, dinheiro, posição social, namorado, cônjuge, pais ou filhos; isto explicaria o fato de Deus não ser buscado em primeiro lugar em nossas vidas e a falta de comprometimento com a Sua obra. O desinteresse pelos cultos de oração, pela intercessão e pelo estudo da Palavra, são indicadores fidedignos da ausência de uma chama central e intensa de amor por Jesus.
Mas é importante pensar que se realmente estiver acontecendo a falta de amor e intimidade com Jesus, há a possibilidade de mudar isto, caso se deseje; o primeiro passo é o reconhecimento dos sentimentos e o segundo passo é a confissão a Deus seguido de um  pedido de socorro. Podemos pedir ao Mestre que fique, pois a noite se aproxima, e não sabemos como será o amanhã; dizer a Ele com fé que desejamos amá-Lo muito, que desejamos ter o nosso coração ardendo de amor por Ele, poderá ser o início de uma vida cristã de vitórias sem fim!

Que o Senhor toque no mais profundo da nossa alma, e a partir da nossa fé, nos faça desejar uma profunda intimidade com Ele; que a intensidade da nossa busca seja tal qual a busca da corsa por águas!                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado 21 de junho de 2014.

"O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome de Deus... uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos em pé..." (Salmo 20: 01-09)

Uma guerreira


         O salmo vinte sempre foi o preferido da nossa querida irmã Saphira; talvez, pela semelhança dela com o grande guerreiro Davi, que amava a Deus ardentemente e confiava plenamente Nele!
         Confiar em Deus não é esperar apenas por dias maravilhosos e sem problemas, mas é ter a certeza de que os dias de angústia sempre existirão, contudo, sob a proteção do Pai Celestial! É também saber que há a possibilidade de encurvar-se, porém, levantar e estar em pé, é o lema daquele que confia no Senhor!
         Assim é a irmã Saphira, uma grande guerreira! Nunca confiou "em carros ou cavalos", mas sempre fez menção da força salvadora de Deus! A sua fé foi notória durante toda a sua caminhada; mesmo encontrando pedras pontiagudas que feriram os seus pés, nunca deixou de esperar pelo Senhor da sua vida! Muitas vezes "levantou as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados", e fez "veredas direitas para os pés", pois sabia que não podia vacilar, pois muitos pézinhos menores a seguiam. Não só encurvou-se algumas vezes com o peso dos problemas e do excesso de atribuições, mas também caminhou encurvada, contudo, nunca duvidou de que um pouco mais a frente encontraria o Mestre, que aliviaria o seu pesado fardo. Quantas vezes, quando as forças pareciam lhe faltar, foi tomada pelos braços do Senhor, que tão amorosamente lhe cuidou e enxugou dos seus olhos "toda a lágrima"; o Senhor a ouviu em todos os seus dias de angústia, mas certamente também ouviu todas as suas palavras de gratidão, que sabemos, não foram poucas.
         Ah, irmã Saphira, quanta garra, quanta persistência, quanta determinação em fazer a obra do Senhor! Por onde passou deixou as marcas do seu comprometimento com Deus e com a Sua Palavra! Esta igreja que tanto lhe ama, tem motivos infindáveis para louvar a Deus pela sua vida! Somos imensamente gratos pelas coisas que fez, pensou, compartilhou e sonhou; quantas vigílias, quanta intercessão, quanta oferta dada secretamente, quanta solidariedade silenciosa e quanto apoio ao nosso CEAPP! E sabe o que mais nos impressiona? Que nada acabou! A senhora continua a mesma guerreira de sempre! Com sua fidelidade, fé e ousadia, nos dá aula todas as semanas; temos aulas práticas nas quartas-feiras, nos sábados pela manhã e ao findar de cada sábado.
         O que mais podemos dizer ao celebrarmos os oitenta anos de uma guerreira?
         Além de muitos e muitos textos bíblicos que poderíamos citar, faremos uso das palavras de Bertold Brecht: "Existem homens que lutam um dia: estes são bons; existem outros que lutam um ano: estes são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos: estes são ainda melhores; mas existem aqueles que lutam por toda a vida: estes são IMPRESCINDÍVEIS.".
Ah, irmã Saphira, a senhora é IMPRESCINDÍVEL! Que Deus seja tremendamente louvado pelos oitenta anos de preciosa existência!
Com muito amor,

Sua igreja.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 07 de junho de 2014.

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”( João 13: 34)


De novo o “amor”?


Falar em amor ao próximo parece ser algo parecido como “chover no molhado”, não é mesmo? Além de ser um assunto muito explorado, para muitas pessoas parece que basta um pouquinho de esforço e facilmente se consegue cumprir o mandamento de Jesus.
Não temos dúvidas de que é impossível se falar em vida cristã, “novo nascimento” e em agradar a Deus sem falarmos em amor; contudo, parece que não é citando textos bíblicos, teorizando ou mascarando a nossa mente que poderemos resolver uma das nossas maiores transgressões, que é a falta de amor.
Já concluímos que o amor descrito em I Coríntios 13 trata-se de um fruto e um dom do Espírito Santo, pois ninguém consegue amar de uma maneira tão perfeita pela carne, ou seja, naturalmente; e aquele que pensa conseguir, em algum momento acaba percebendo o quanto o seu amor é imperfeito!
Talvez a maior oportunidade de refletirmos e, infelizmente, concluirmos o quanto estamos longe do verdadeiro amor, seja quando somos atingidos e machucados de alguma maneira por quem achávamos ser alvo do nosso sentimento “perfeito”! Este é o momento em que os nossas emoções e sentimentos se confundem de tal forma que nem mesmo nós conseguimos compreender a fragilidade do nosso amor.
Quando falamos de verdadeiro amor estamos nos referindo a um sentimento forte e resistente, e não a uma emoção passageira ou a um sentimento frágil; o verdadeiro amor não se dissolve diante dos conflitos mas, ao contrário, se fortalece.
Então, parece que o melhor caminho para alcançarmos o verdadeiro amor seja nos despindo da ilusão de que somos capazes de amar perfeitamente; precisamos compreender que nem mesmo o amor materno, tão venerado, é perfeito. Se o amor dos pais fosse perfeito não haveria tantos conflitos individuais e familiares.
Quando formos capazes de admitir que não conseguimos amar verdadeiramente, será o início da nossa grande conquista, ou seja, alcançaremos o verdadeiro amor através de Jesus; levaremos até a cruz o nosso orgulho e a nossa ilusória “capacidade de amar” e, assim, receberemos do Espírito Santo a parte do fruto espiritual que tanto necessitamos: o amor. 
Refletir e mexer em coisas que achávamos estarem prontas e corretas em nós não é muito agradável, principalmente se o item em questão for o amor; e mais difícil fica quando pensávamos ser o nosso ponto alto. Fazer um autoquestionamento sobre o amor que sentimos pelas pessoas, ou refletir sobre a nossa recusa em querer conviver com alguém que um dia dissemos amar e nos machucou, certamente é um bom começo para buscarmos o verdadeiro amor; o único amor que vence as barreiras do conflito humano é o amor resultante do enchimento do Espírito Santo.
E, ainda, não há como ignorarmos o fato de que amar como Cristo amou é estar disposto a dar a vida por alguém; Jesus nos amou com um amor jamais visto! Ele enfrentou a morte, e morte de cruz, simplesmente porque nos amou!
Que o Senhor nos ajude a compreendermos o Seu profundo amor e não nos deixe acomodarmo-nos aos sentimentos provenientes do nosso “enganoso coração”; que sejamos desafiados a buscar em Deus o verdadeiro amor, parte do fruto do Espírito Santo, essencial para que sejamos parecidos com Cristo Jesus!


                                                                                       (R.E.S.A)