sexta-feira, 18 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 19 de julho de 2014.

O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende ao mar, e o faz secar, e esgota todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta na sua presença; e o mundo, e todos os que nele habitam. Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derrubadas. O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” (Naum 01: 03-07)
       

O poder e a justiça do nosso Deus


        Se fizéssemos uma pesquisa para sabermos qual a visão que as pessoas têm de Deus, certamente aquelas que crêem Nele, veríamos percepções bastante diferenciadas; encontraríamos aquelas que O descreveriam apenas como um Deus amoroso, mas também encontraríamos aquelas que O descreveriam predominantemente como um Deus exigente.
        O texto de Naum descreve um Deus paciente e longânimo, contudo justo; um Deus bom, que se torna uma fortaleza para aqueles que Nele confiam, porém, forte e poderoso. Os montes tremem, os outeiros se derretem e a terra se levanta perante Sua força e poder!
        Mas muitas pessoas parecem ignorar que o Deus repleto de amor e bondade é justo e odeia o pecado; e à medida que se esquece da ira do Senhor contra o pecado, mais aumenta a iniquidade, e quanto mais o tempo passa, maior é a incredulidade. O desprezo ao poder e justiça de Deus tem sido notório por toda a parte; a iniquidade tem se multiplicado, a Palavra tem sido banalizada e comercializada, e mais se tem blasfemado ao Santo e poderoso Criador do Universo. Estamos vivenciando dias piores do que aqueles prévios ao dilúvio e aos da destruição de Sodoma e Gomorra.
        Mas o Deus que não tem o culpado por inocente estaria calado diante de tanta impiedade e violência? Até quando o mundo vai exalar o horrível cheiro de pecado, cuja impureza e imundícia invadem os lares e as mentes, destruindo todos os valores morais?
        Não, Deus não está calado e nem tampouco alienado! Parece que estamos vivendo o finalzinho do tempo da exortação ao arrependimento; o mundo ainda está usufruindo da paciência e longanimidade de Deus, mas não por muito tempo. O Deus zeloso em breve se levantará com Sua grandeza e poder contra a terra inundada pelo pecado; a promessa da Sua vinda está por se cumprir.
        As palavras do segundo e terceiro capítulos da segunda carta de Pedro descrevem exatamente o que estamos vivendo, ou seja, o fim; não é possível ignorar que a descrição feita por Pedro é referente exatamente aos nossos dias.
        Queridos irmãos, “o Senhor não retarda a Sua promessa”, e, a sua vinda, será “como o ladrão de noite”; diante disto, que faremos nós? O mais sábio e espiritual é seguir os conselhos de Pedro: “Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que Dele sejais achados imaculados e irreprensíveis em paz.”.

        Que Deus nos proteja de qualquer descuido para que não percamos a “coroa da vida eterna”; peçamos para que nos ajude a buscarmos cada dia mais a semelhança com Cristo e a santidade.                                                 (R.E.S.A)

sábado, 12 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 12 de julho de 2014.

"E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.” (Mateus 04: 18-20)

Prontos para seguir e servir?


Estamos sendo tocados pelo Senhor individualmente e coletivamente para fazermos diferença na vida das pessoas. Não temos a pretensão de reformar o mundo, nosso país, nosso estado ou a nossa cidade, mas tão somente de sermos bênção na vida das pessoas ao nosso redor e na vida daqueles que necessitam de nós.
Não há cristianismo verdadeiro sem envolvimento e comprometimento com o próximo; se apenas nos sensibilizarmos com a dor das pessoas e não fizermos nada, estaremos negligenciando o nosso chamado para servir.
Talvez o mais difícil seja deixar as nossas coisas e interesses de lado, para então servirmos ao Senhor; é muito provável que já estejamos conscientes de que não é fácil fazer como os discípulos e tantas outras pessoas fizeram, ou seja, largar o que se está segurando e simplesmente seguir para fazer o que é necessário ser feito.
Aqueles homens que se permitiram ser discipulados por Jesus fizeram a diferença no mundo. Paulo, quando compreendeu a sua missão neste mundo, renunciou à sua própria vida para servir ao Senhor; foi ele quem fez uma das mais lindas declarações de entrega de vida e disposição para servir a Deus: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra a carreira e o ministério que recbi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (Atos 20: 24).
João e o seu irmão Tiago quando chamados por Jesus deixaram imediatamente o pai e o barco; neste caso houve a renúncia de um bem material e um bem afetivo, ambos difíceis de serem renunciados para a maioria das pessoas. No entanto, duas outras pessoas quando convidadas a seguirem a Jesus apresentaram justificativas para não segui-Lo imediatamente, como fizeram os discípulos; uma pediu para primeiramente sepultar o seu pai e a outra para se despedir daqueles que estavam em sua casa, e para ambos os casos Jesus teve uma resposta objetiva.
Será que já estamos prontos para seguir a Jesus fazendo a obra que Ele tem nos proposto individualmente e coletivamente, ou ainda precisamos do tempo para cuidar dos nossos interesses? Será que ainda amamos muito as nossas vidas, o mundo e tudo o que nele há?
Talvez estejamos sendo convidados a pensar sobre a razão do nosso viver e crer no fato de que a vida é como “um vapor que aparece e logo se desvanece”. Talvez estejamos sendo desafiados a refletir com bastante atenção nas palavras de Davi: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de Ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará. Agora, pois, Senhor que espero eu? A minha esperança está em Ti.” (Salmo 39: 04- 07).
Que o Senhor derrame sobre a nossa vida redobrada misericórdia e nos ajude a renunciarmos coisas, pessoas e a nós mesmos, a fim de que possamos segui-Lo fielmente e fazer a obra designada a nós, sem nos distrairmos com as coisas passageiras deste mundo.
                                                                                                (R.E.S.A)


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 05 de julho de 2014.

"Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma." (Atos 23: 11)/ "A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança." (Salmo 25: 14)

Experiências espirituais



Tantas vezes temos ouvido o nosso querido Pastor nos falando que a experiência nunca pode estar acima da Palavra de Deus, no entanto, nunca o ouvimos dizer que as experiências não são importantes. Também temos refletido sobre a fé ser o motor da nossa vida com Deus, mas temos concluído, graças à direção do Espírito Santo, que os nossos sentimentos são essenciais em nossa vida espiritual, e eles devem ser tratados e protegidos pelo Pai.
         Certamente a experiência espiritual de Jacó naquela manhã em que reconheceu a presença de Deus, após um sonho, enquanto dormia num travesseiro de pedra, foi o início de um longo e íntimo relacionamento com o Senhor; e um pouco mais tarde, diante de uma situação conflituosa, em que sentiu exacerbado medo, alcançou uma experiência muito profunda com Aquele que o amava e o escolhera desde o ventre, para ser um dos instrumentos do cumprimento de uma promessa. Foi no vale do Jaboque, lugar onde buscou, lutou e insistiu pela bênção espiritual, que Jacó alcançou o grande tesouro da experiência e intimidade com Deus. Certamente, a fé foi a principal motivação para a busca, mas o sentimento que lhe atormentava exerceu um papel muito importante para que aquele tremendo momento acontecesse; e, provavelmente, aquela maravilhosa experiência se tornou um marco em sua vida espiritual.
         Muitos homens de Deus experimentaram momentos espirituais incríveis, os quais não foram usados para a autopromoção, vaidade ou status, mas sim para o fortalecimento da fé e preparo para o serviço espiritual. Alguns deles tiveram o privilégio de ouvir Deus falando diretamente, outros receberam anjos, e, ainda, houve aqueles que tiveram visões e sonhos; contudo, uma obra espinhosa e uma luta renhida lhes aguardavam.
         Paulo teve muitas experiências espirituais após a sua conversão no caminho de Damasco, contudo, a sua missão foi extremamente difícil; este homem que renunciou a si próprio e disse não considerar em nada a sua vida por preciosa, teve o privilégio de receber a visita de Jesus, numa noite, logo após ter sido preso em Jerusalém. Jesus se colocou ao seu lado e lhe confortou com sua presença e aprovação com relação ao testemunho em Jerusalém; além disto, encorajou-o a prosseguir testemunhando também em Roma. O sofrimento do Apóstolo Paulo foi grande, mas alcançou a verdadeira essência da vida; ele teve o prazer contínuo de usufruir da presença do Espírito Santo em sua vida, e de ser parecido com Jesus!
         Muitas pessoas almejam experiências espirituais apenas para seu deleite ou para a própria glória, e isto, porque não compreendem o significado de uma vida espiritual genuína; juntamente com os tesouros espirituais magníficos que o Senhor nos concede, estão os objetivos a serem alcançados aqui neste mundo, principalmente da crucificação da carne e realização da obra de Deus, com determinação e muito zelo!
         O Senhor nos convida a uma vida cristã realmente vitoriosa, cujas experiências espirituais são imprescindíveis! O medo é desnecessário, pois somos conduzidos pelas mãos do Pai amoroso; contudo, a ousadia é necessária! Ser cheio do Espírito Santo, usufruir do recebimento do Seu fruto e buscar os dons espirituais não são atitudes carnais ou emocionais, mas o resultado de uma entrega absoluta que se faz na cruz de Cristo!

Querido irmão e amigo, não fuja mais do quebrantamento espiritual, e não fuja mais de uma entrega total da sua vida; negue-se a viver uma vida apenas religiosa, e negue-se a ter águas apenas nos tornozelos. Mergulhe no oceano do Espírito e tenha abundância de águas jorrando do seu interior!                                            (R.E.S.A)