sábado, 30 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 30 de agosto de 2014.

Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” (Salmo 119: 105)

Caminho iluminado!


Por que será que tantas pessoas andam por caminhos escuros? O que acontece com os cristãos que não enxergam o caminho certo e acabam trilhando por atalhos perigosos? Existem caminhos inicialmente muito iluminados, cujo trajeto vai tornando-se escuro?
A todos os seres humanos dotados de capacidade para escolher é dado o direito de decidir por qual caminho andar; embora saibamos que o desenvolvimento infantil seja fundamental para futuras escolhas, temos a convicção de que por mais conturbado e irregular que possam ter sido os anos iniciais, considerados alicerçe da personalidade, sempre haverá a oportunidade de se escolher o caminho iluminado.
Só há um caminho totalmente iluminado, do seu início ao fim, cuja luz nunca se apaga, pois Jesus é a própria luz, Ele é a Luz do mundo! O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para o caminho; ele está se referindo à Bíblia e a Jesus. Somente com a lâmpada, a Palavra de Deus, encontramos Jesus, a Luz para as nossas vidas.
Muitos cristãos não enxergam o caminho certo e acabam tomando atalhos perigosos porque optapor lâmpadas que não possuem a verdadeira luz; aqueles que escolhem doutrina de homens, tradição, filosofias, ídolos, pastor ou qualquer pessoa como lâmpada para suas vidas, certamente deixarão de conhecer a única e verdadeira Luz, que nunca se apaga e jamais diminui a luminosidade.
Embora muitos caminhos sejam inicialmente atraentes e com muitas luzes diferentes e brilhantes, durante o trajeto vão ficando escuros e melancólicos. Uma relação bastante interessante a se fazer é com a cidade de Las Vegas, considerada a cidade mais iluminada do planeta; segundo a NASA, vista do espaço, Las Vegas é a cidade da luz, que tem o maior holofote do mundo, no topo da pirâmide do Luxor, e pode ser visto do espaço. Todos sabem que já foi chamada de “cidade do pecado”, e, hoje, échamada de “Capital Mundial do Entretenimento”. Realmente a sua iluminação encanta os olhos e desencadeia certa alegria; não há como negar que aquela cidade proporciona emoção, ainda que passageira.
Existem muitos caminhos como a cidade de Las Vegas, cuja iluminação encanta os olhos e convida à alegria, mas com o passar do tempo e do trajeto tornam-se extremamentes escuros; o caminho do destaque pessoal, seja por habilidades, beleza ou poder financeiro, é extremamente iluminado no seu início, mas lentamente se torna cinzento, pois “toda a carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor” ( I Pedro 01: 24 ).
O caminho verdadeiramente iluminado e estreito, cuja lâmpada para os pés ensina a “não amar o mundo e nem as coisas que nele há”, bem como a renuncia de si próprio, tem sido escolhido por poucos; este caminho é maravilhosamente iluminado, e a sua Luz permanece constante do início ao fim. Esta Luz possibilita que se enxergue dentro e fora, pois Ele “clareia as trevas” que porventura existam no interior daqueles que trilham o caminho.
Que o amoroso Deus toque no coração daqueles que ainda não optaram pela verdadeira lâmpada, que proporciona o aumento da fé e intimidade com a Luz do mundo.                                                   (R.E.S.A)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 23 de agosto de 2014.

Quem poderá dizer: "Purifiquei o meu coração; limpo estou do meu pecado?” (Provérbios 20: 09)

Só por Jesus


Cantamos um hino cuja letra diz que somente por Jesus é que nós somos salvos; que, nem as lágrimas e nem a dor podem nos proporcionar a paz, e que as nossas obras são sem valor para alcançarmos o perdão.
Parece simples, contudo é algo complexo; levamos muito tempo para compreender isto na prática. Talvez a maioria dos recém nascidos em Cristo Jesus iniciem a caminhada acreditando em suas próprias obras; mas, com a busca ardente vão alcançando a compreensão de que o perdão e a salvação dependem exclusivamente  da maravilhosa graça de Jesus!
Existem muitas coisas que nos são atribuídas por Deus, inclusive e principalmente, escolher; então, o primeiro passo para que sejamos alcançados por Jesus é querer, e, em seguida, ir até Ele com fé. Porém, não há absolutamente nada que possamos fazer para sermos salvos ou para nos libertarmos dos nossos pecados, senão irmos até Jesus. O texto acima deixa claro que não é possível alguém purificar o seu coração e livrar-se do pecado; só o sangue do Cordeiro é que pode lavar os pecados e tornar alguém limpo e puro.
Talvez a maior confusão seja referente às nossas emocões e culpas; demoramos tempo para perceber que não são as nossas lágrimas, vergonha ou dor que nos libertam dos nossos pecados, mas somente o sangue de Jesus. O perdão se recebe através de um ato de fé, sem necessariamente ser acompanhado pelas emoções; mas certamente há a necessidade do arrependimento, pois sem ele a conquista do perdão torna-se apenas um ritual.
Embora esteja claro de que perdão e purificação sejam alcançados apenas através de Jesus, que não são as lágrimas, a culpa ou autopunição que nos fazem chegar a Ele, mas tão somente a fé e o arrependimento, enxergamos as emoções comoconsequências; sim, como não haver emocões diante de um Salvador que nos perdoa e nos acolhe com muito amor em Seus braços, mesmo depois de termos lhe entristecido com nossos pecados? Ah, amados, como poderemos não nos emocionar diante da manifestação de tanto amor? Somos perdoados, purificados, e, ainda, temos o privilégio de sermos transformados! Aleluia! Grande e tremendo é o nosso Deus!
Mas só por Jesus alcançamos a salvação, porque Ele “é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por Ele”; portanto, ninguém e absolutamente nada, podem nos salvar ou nos dar a vida eterna. Só por Jesus temos a purificação das nossas mentes e alcançamos a santificação; só por Ele somos transformados; e, só por Jesus conseguimos nos manter firmes no caminho estreito, cuidando da nossa coroa para que o inimigo não roube.
Jamais venhamos nos enganar sobre termos alguma possibilidade de nos purificarmos sem o sangue de Jesus; e, também, sejamos convictos de que não convertemos pessoas e que não temos o poder de nos salvar.
A Ele toda a honra e a glória! Amém!
                                                                                    (R.E.S.A)


sábado, 16 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 16 de agosto de 2014.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 04: 07)

Vigiando os sentimentos


Se nós nos atentarmos cuidadosamente às exortações bíblicas de maneira geral, perceberemos o quanto é consistente e insistente o chamado para a vigilância.Mas é interessante pensar que o conteúdo da vigilância não se refere somente aos cuidados com a alma em função da vinda de Jesus, mastambém em função da qualidade de vida espiritual, emocional e afetiva; certamente Deus se agrada em ver Seus filhos vitoriosos, inclusive nos sentimentos e relacionamentos.
Ainda que os sentimentos e comportamentos devam ser ajustados à vontade do Senhor em função de que a santificação é imprescindível para se herdar o reino celestial, percebemos que tal ajuste também redunda em benefícios para esta vida aqui.
Aqueles que já nasceram em Cristo Jesus e buscam uma vida de semelhança com Ele, sabem que possuem o privilégio de ter os sentimentos guardados Nele; mas se faz necessário saber a razão disto e no que resulta tal benefício.
Mesmo que os sentimentos não sejam valorizados por muitas pessoas, e outras utilizem o mecanismo de negação na tentativa de evitar a vulnerabilidade, eles são inerentes aos seres humanos; e, exatamente porque o Criador sabe o grau de complexidade da Sua “obra prima”, que há o alerta na Palavra sobre os cuidados com algo tão subjetivo, maravilhoso e altamente perigoso!
Os sentimentos negativos podem ser mascarados de maneira inconsciente, tomando a aparência de sentimentos positivos; quando negados, podem gerar comportamentos ambivalentes; e, a falta de responsividade aos sentimentos impostos pela cultura ou sociedade, pode redundar numa frustração geradora de conflitos. Mas graças a Deus, que nos socorre neste campo tão subjetivo do nosso ser e nos ajuda; além de podermos guardar ou proteger os nossos sentimentos em Cristo Jesus, podemos tratá-los, se assim desejarmos.
Mas para que o Senhor trate os nossos sentimentos, precisamos nos derramar diante dele; precisamos contar a Ele sobre nossas dificuldades, ilusões, dores e até mesmo sobre os nossos sentimentos de rejeição. Também precisamos que Ele nos ajude a tomar consciência sobre sentimentos aparentemente positivos sobre nós, mas que fazem parte dos nossos medos e das nossas máscaras; enfrentar e aceitar os sentimentos negativos, para posteriormente serem colocados na cruz de Jesus, é o caminho para a libertação, pois ao tomarmos consciência da verdade sobre nós mesmos, alcançamos a libertação e a cura de muitas feridas.
Que o Senhor nos dê fé e ousadia para nos derramarmos diante Dele; que compreendamos a liberdade que Jesus nos dá de falarmos sobre todos os nossos sentimentos, e, também, creiamos na Sua paz, “que excede todo entendimento”, e é capaz de proteger e tratar os nossos sentimentos e emoções.                
(R.E.S.A) 



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 02 de agosto de 2014.

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 06: 68,69)


Para quem?


       Diante das palavras de Jesus para os discípulos, lembrando-os de que poderiam escolher deixá-Lo, Pedro fez uma das mais verdadeiras e emocionantes declarações sobre a eternidade e solução para o frágil ser humano!
       Por mais “racional” e intelectualizada que seja uma pessoa, há uma inquietação íntima sobre a sua alma; a dúvida sobre o destino final da alma e do corpo cria os mais variados comportamentos e mecanismos psíquicos. Ainda que haja uma forte tendência à negação da existência de Deus ou à Sua interferência na vida do ser humano, certamente há uma intensa busca individual e silenciosa por respostas; o vazio existencial, uma realidade inquestionável, é contornado das mais diversas maneiras, mas sempre com o maior distanciamento possível da verdade.
       Admitir que Deus é o detentor da solução para o vazio e destino da alma, incomoda principalmente os mais intelectualizados e auto suficientes; parece ser inadmissível que um ser extremamente bem dotado intelectualmente necessite de Deus para resolver seus problemas e conflitos existenciais.
Com certeza o engano de que a intelectualidade resolve os problemas da alma, faz um enorme bem para a razão, ainda que temporário; mas quando as circunstâncias dolorosas da vida enfraquecem a racionalidade, deixando emergir o terrível vazio, surge a angústia das incertezas e da finitude.
       Parece ser impossível fugir dos questionamentos e sede por algo que proporcione um verdadeiro sentido para a vida, ainda que as tentativas para contornar tal situação sejam insistentes; assim como cientistas e pesquisadores buscam incansavelmente a cura para certas doenças físicas, outros profissionais buscam pela cura da alma.

Os conteúdos subjetivos podem ser aparentemente ignorados por muitas pessoas, mas sem dúvida alguma são essenciais, pois além de causar as doenças da alma também causam as doenças fisiológicas.
O mundo está terrivelmente adoecido em todos os sentidos; a insegurança e as dúvidas se alastram por todos os lados, e invadem a mente daqueles que não têm algo que lhes garanta a eternidade e a verdadeira paz.
       Ainda que a fé de muitas pessoas não seja suficiente para alcançar as palavras de Pedro, os filhos de Deus que já experimentaram a profundidade da comunhão com Ele, sabem que o Espírito Santo usou a boca de Pedro para revelar Quem tinha a verdadeira solução da vida!
       Para quem iremos nós? Para os mortais como nós que tateiam no escuro em busca de solução? Acreditar em super teorias ou em super filósofos, sendo que a maioria sucumbe ao vazio interior, quando não se suicidam para fugir dele?

       Ah, queridos, para quem iremos nós, se Cristo tem as palavras da vida, e da vida eterna!                         (R.E.S.A)

Boletim IBSDC, Sábado, 26 de julho de 2014.

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11: 09-13)

Fidelidade


Comumente ouvimos falar sobre a fidelidade de Deus, mas infelizmente centralizando o aspecto material. Porém, pouco se ouve falar sobre a fidelidade do Amado Pai com relação ao aspecto espiritual, talvez porque os interesses da carne sejam mais desejados; e o mais triste é perceber que há um investimento grande de muitos pregadores na mensagem equivocada sobre prosperidade material.
Por falta de conhecimento bíblico, uma multidão de “crentes” passa a vida buscando compreender a fidelidade de Deus apenas na satisfação dos seus desejos materiais; mas, o maior Pregador de todos os tempos ensinou sobre o verdadeiro conteúdo da fidelidade de Deus, apresentando uma promessa infalível. Sim, foi Jesus quem disse que nunca nos faltaria o Espírito Santo, se O buscássemos.
Jesus comparou a fidelidade de um pai terreno com a fidelidade do Pai Celestial, relacionando o conteúdo dos pedidos. Se o amor limitado de um pai terreno torna-o capaz de suprir a necessidade de saciamento da fome do seu filho, quanto mais o Pai Celestial; certamente a ênfase dada por Jesus é com relação à fome espiritual, e a provisão é o Espírito Santo, pois não há vida espiritual sem enchimento Dele. Contudo, Jesus disse no sermão da montanha que não há motivos para preocupação, pois todas as necessidades básicas dos filhos de Deus seriam também atendidas.
Parece que a distância entre o que Jesus prometeu e o que os pregadores da atualidade pregam é muito grande, não é mesmo? Mas para que haja a compreensão adequada, a leitura não pode ser cortada de acordo com a conveniência; faz-se necessária a reflexão sobre todo o conteúdo da parábola, cuja mensagem central refere-se à persistência em pedir e buscar o alimento espiritual, ou seja, o Espírito Santo.
Deus é tremendamente fiel e não nos deixou órfãos; por isto, enviou o Consolador, o Seu Espírito para que fosse buscado por aqueles que desejam ser morada consagrada, lavada pelo sangue do Cordeiro. Também a fidelidade de Deus nos dá a possibilidade de tomar posse das Suas misericórdias, renovadas diariamente; e certamente, nos faz desejar misericórdias relacionadas ao suprimento espiritual. Mais do que carro, casa e outros bens materiais, Ele nos ensina desejar as riquezas espirituais; mais do que desejar a aprovação dos nossos filhos no vestibular, em concursos ou ter um bom casamento, nos faz desejar para eles a salvação e o enchimento do Espírito Santo.
Sem dúvida alguma, a fidelidade de Deus nos alcança materialmente; desejamos sim ter um bom carro, casa e roupas bonitas, além de gostarmos muito de comer bem, passear e viajar. Queremos ver os nossos filhos bem sucedidos e bem casados, mas certamente o nosso maior desejo é vê-los vencer as tentações e crescer espiritualmente.
O Senhor abençoa todas as áreas da nossa vida, principalmente depois que O buscamos realmente em primeiro lugar; mas a maior bênção, é o verdadeiro enchimento do Espírito Santo, cujo resultado é a conquista dos tesouros espirituais, entre os quais está a compreensão da fidelidade de Deus.                                        

(R.E.S.A)