sábado, 13 de março de 2010

Escolhe, pois, a vida

“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida...” (Deuteronômio 30:19).

Despertar e Servir: Esta tem sido uma das mais constantes reflexões em nossas vidas cristãs. Temos ouvido incessantemente, nas últimas semanas, sobre a necessidade de fazermos verdadeiros esses dois verbos em nossa existência como cristãos. E isso só depende de nós. Mais do que tudo, depende de escolhermos fazer isso.
Moisés, ao fim de sua vida, convocou o povo de Israel e propôs-lhes que escolhessem entre a vida e a morte. Josué, na terra prometida, fez o mesmo: reuniu os israelitas e ordenou-lhes que se decidissem entre servir aos deuses dos amorreus, aos deuses a quem seus pais serviram, ou ao Senhor, a quem o mesmo Josué declarou já ter decidido servir, bem como sua família.
Outras muitas pessoas na história de Israel fizeram escolhas que foram marcantes em suas vidas. Aliás, muitas dessas escolhas foram decisivas na vida de outras pessoas também. Raabe, ao esconder os espias de Israel, não sabia que optava, naquele momento, pela manutenção da sua vida e da sua família. O mesmo Moisés que propôs uma escolha ao povo de Israel - como viu-se acima -, ao decidir-se por proteger um israelita que apanhava de um egípcio, escolheu, sem saber, deixar para trás a pujança do palácio de faraó para que, anos mais tarde, pudesse conduzir a nação de Israel do Egito à Terra Prometida. Daniel, por outro lado, era bastante cônscio de que, ao não obedecer ao decreto real, continuando a orar ao Senhor Deus de Israel, seria condenado à morte. Contudo, o Deus a quem ele escolheu servir, salvou-o da cova dos leões, tornando-lhe ainda mais respeitado e admirado na nação em que habitava.
Sabemos que estes, e muitos outros elencados nas Sagradas Escrituras, em algum momento das suas vidas, foram confrontados com decisões de extrema importância. Essa é a mesma situação em que nos encontramos dia após dia: Fazer o que Deus quer ou o que achamos correto, com nossos olhos e consciência humana? Lermos a Bíblia e, mais importante, deixar que ela mude o nosso viver, ou mantermo-nos inertes e impermeáveis ao que a Palavra nos fala? Optarmos por adorar somente a Deus, ou nos entregarmos aos deleites deste mundo?
A grande questão que se apresenta é ESCOLHA. Assim como despertar e servir, escolher é palavra que indica ação. Sobretudo, há que se ter consciência que, ao nos omitirmos, optando por adiar qualquer decisão sobre uma vida plena com Jesus, já estamos escolhendo, porque disse Ele que aquele que com Ele não ajunta, espalha.
A questão, querido leitor, se apresenta a nós em todos os dias de nossas vidas. A opção colocada, e evidentemente correta, é: “Escolhe, pois, a vida”. E faze-o agora, enquanto o tempo é hábil e propício para isso.
H.K.

sábado, 6 de março de 2010

Batalha da transformação


“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 07: 15,19 e 24)

Quantas e quantas vezes você já se decepcionou com você mesmo! Provavelmente não foram poucas as vezes que se sentiu envergonhado por fazer algo que sabia não ser o certo, e que já havia se proposto a não fazer mais!
Certamente você se decepciona quando se depara com aquele defeito de personalidade que achava ter vencido, ou quando percebe que algum velho hábito ainda persiste em sua vida! Com certeza também se decepciona com a sua língua, que constantemente manifesta sentimentos que gostaria que não existisse mais em você!
Muita coisa que você não quer fazer faz! E coisas que quer fazer, estas não faz!
Estes conflitos são inerentes aos filhos de Deus, que são sinceros e desejam a transformação diária! Somente aqueles que buscam a santificação e não se conformam com as coisas erradas em sua própria vida, sabem quão intensa é esta batalha interior!
Com o Apóstolo Paulo as coisas não eram diferentes! Ele descreve a sua decepção consigo próprio de maneira real e objetiva! Ao manifestar o seu conflito, ele parece falar de um conflito universal que atinge as “novas criaturas”; ou seja, aqueles filhos de Deus que lavaram as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, e não mais se conformam com as coisas erradas que ainda querem persistir na maneira de viver.
Paulo deixou registrado em muitas cartas sua luta interior. Em muitos momentos falou desta batalha que se trava entre a carne e o espírito, que só se vence “na força do poder de Deus”! Ele teve coragem de admitir as suas imperfeições, mas não se acomodou a elas! Constatou suas falhas e limitações, mas jamais deixou de buscar a transformação em Jesus! Ele “combateu o bom combate”!
Querido leitor, se você estiver passando por lutas semelhantes às lutas de Paulo, se estiver brigando consigo próprio em busca de mudanças, e se estiver decepcionado com sua forma de agir e pensar, louve a Deus por isto; e jamais se conforme com a sua velha maneira de agir!

R.E.S.A.