sexta-feira, 30 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 31 de maio de 2014.

"Não me desampares Senhor; meu Deus, não te alongues de mim. Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação." (Salmo 38: 21,22) / Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim. Porque eu confessarei a minha iniquidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.(Salmo 38: 17,18) / "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus."(Salmo 42: 01) 

Como dói


Somente quem já alcançou uma profunda comunhão com Deus e a perdeu em algum momento ou por alguns momentos da sua vida, sabe o quanto dói se distanciar Dele!
Talvez ninguém melhor do que Davi tenha conseguido expressar tantas vezes e tão bem, a dor que consome a alma de tristeza, pela perda parcial ou total da comunhão e intimidade com o Mestre.
Os motivos que levam ao esfriamento ou distanciamento de Deus, resultando na perda de intimidade, são vários; mas talvez os mais fáceis de serem detectados sejam os comportamentos pecaminosos, e principalmente aqueles mais graves aos olhos dos filhos de Deus. Mas, muitos comportamentos desastrosos, não vistos como pecado ou com gravidade, também podem causar o esfriamento na relação com o Pai; a mágoa é um elemento bastante nocivo e muito usado pelo inimigo para que os filhos de Deus decaiam espiritualmente. Deixar-se usar pelo inimigo ou deixar espaço para que os "dardos inflamados" atingam a alma, desencadeia a horrível perda na intensidade da comunhão com a Trindade; deixar de olhar para Jesus, preocupar-se com a vida material, questionamentos excessivos, preocupação com o bem estar, não buscar a Deus em primeiro lugar e tantos outros fatores, são usados pelo o inimigo para destruir o que ele tanto odeia, ou seja, a intimidade e comunhão dos filhos com o Pai Amoroso!
Faz-se necessária a lembrança de que não é Deus Quem se distancia dos Seus filhos, mas os filhos que se distanciam do Pai; vergonha, decepção, frustração e tantos outros sentimentos inerentes aos seres humanos, levam a momentos curtos ou longos de desânimo, que inevitavelmente afetam o mais lindo e verdadeiro relacionamento de amor! Uma das coisas que mais perturba o diabo é a intimidade entre o Pai Amoroso e seus filhos em processo de crucificação; portanto, a vigilância torna-se imprescindível, a fim de que as "astutas ciladas do diabo" se tornem visíveis aos olhos daqueles que querem ser mais cheios do Espírito Santo.
Ah, como dói o resultado da quebra ou distanciamento, ainda que temporário, do Pai querido; e o retorno, nem sempre é muito fácil. Davi encontrou a solução para que rapidamente fosse retomada a intensidade da sua comunhão com Deus; "de tarde, de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei, e Ele ouvirá a minha voz". Davi sabia o quanto doía ficar distante do Senhor da sua vida, pois Ele O amava com todas as suas forças, com toda a sua alma; ele jamais deixaria que o esfriamento avançasse, pois sabia que Deus era a maior riqueza da sua vida, e não poderia perder tal tesouro!
Infelizmente muitos cristãos não conhecem tal intimidade com Deus, e, portanto, também não conhecem a dor da diminuição ou perda da intensidade da comunhão; mas ainda há tempo para esta busca!
Querido, se você está sentindo falta daquele primeiro amor, ou se você encontra-se distante do Pai Amoroso, faça alguma coisa ainda hoje; os braços do Pai Querido estão abertos lhe esperando para o resgate da intimidade e de uma intensa comunhão! Ele o ama como ninguém! Ele quer que você sinta o Seu calor e receba as Suas misericórdias que se renovam a cada manhã! 
Clame de manhã, ao meio dia e à tarde!


                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 17 de maio de 2014.

“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.” (Romanos 07: 19)

Nossas contradições

Embora as grandes guerras que se travam em nossa mente sejam por demais dolorosas, nos levam a buscas incessantes e a muitas reflexões; em alguns destes momentos de profundo mergulho em nossos pensamentos e conhecimentos já alcançados, principalmente espirituais, também nos encontramos com os nossos desejos e sentimentos, os quais acabam deixando certas situações ainda mais complexas.
Em nossas constantes reflexões revisamos os nossos comportamentos e os confrontamos com as nossas verbalizações; então, tristemente enxergamos as contradições e a grande distância entre os mesmos.
Acatamos princípios interessantes para as nossas vidas, queremos as regras, a ética e somos adeptos da exortação bíblica; contudo, quando os nossos interesses, desejos ou sentimentos se fazem presentes, parece que nos esquecemos das nossas metas e verbalizações tão corretas e tão éticas.
Cantamos certas letras de músicas como as maiores verdades das nossas vidas, e, no entanto, diante da primeira situação em que a nossa comodidade ou satisfação é ameaçada, reagimos em defesa do poderoso “eu”, que não pode perder ou ser sacrificado; defendemos-nos com veemência, ainda que isto contrarie os ensinamentos bíblicos e as letras dos louvores que tanto gostamos. Sem a devida reflexão atingimos uma construção coletiva que levou tempo e requisitou empenho para chegar aonde chegou; simplesmente porque o nosso bem estar e interesses estão acima do bem coletivo e do amor ao próximo.
Pela falta de percepção das nossas contradições internas, atingimos a nossa própria vida espiritual; todavia, os maiores danos podem ser causados aos novos na fé, àqueles que aprenderam e lutam renhidamente pela crucificação da carne e pela busca prioritária do que é espiritual, mas também, interfere no grupo como um todo.
As contradições são inerentes aos seres humanos, porém, as reflexões e a busca das transformações no Espírito Santo, levam a uma melhor organização do conjunto das crenças e da prática; mas, talvez, os mais velhos na fé devam revisar com maior urgência tais contradições, e, então, buscar suprimi-las “na força do poder de Deus”.
Que o Soberano Deus, o Oleiro das nossas vidas, seja convidado a reparar as brechas feitas pela nossa carnalidade em nossa vida e na vida daqueles que caminham conosco; e, assim, possamos testemunhar a nossa ida à “casa do Oleiro”.

                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 03 de maio de 2014.

“Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.” (João 13: 05)

  Lavar os pés uns dos outros 

No último sábado, o nosso querido Pastor nos levou a refletir sobre algo sensacional! Foi bastante interessante pensar sobre o verdadeiro sentido do “lava pés”, ensinado por Jesus; mesmo sem estarmos celebrando a Santa Ceia, pudemos compreender um pouco mais o gesto de Jesus, e a extensão do mesmo.
O fato de sermos convidados a compreender que lavar os pés uns dos outros é muito mais do que um ato simbólico, fez com que o nosso compromisso em relação ao próximo aumentasse; sim, o nosso cristianismo deixará muito a desejar se não formos capazes de fazer com que o lava pés seja um estilo de vida e não um compromisso esporádico.
Mas para que o amor ao próximo, conteúdo essencial da “nova criatura”, seja uma realidade prática em nossa vida, precisamos renunciar o egoísmo e desenvolver as nossas percepções; pois não há como sentir amor, compaixão e lavar os pés do próximo se não conseguirmos enxergá-lo. Mas também não é possível ver o outro se estivermos olhando apenas para o nosso “próprio umbigo”; e não é possível ouvir a necessidade do próximo se estivermos interessados somente em ouvir a nossa própria voz.
Como ver que alguma família precisa de ajuda se tivermos olhos apenas para a nossa? Como orar por outras famílias, se nos lembrarmos apenas dos nossos familiares?
Temos um grande desafio como igreja, corpo de Cristo; mas para aceitarmos tal desafio precisamos primeiramente compreender o amor na prática, e, posteriormente, nos lembrar de que viemos a este mundo para servir! Ter um lar de crianças é uma meta maravilhosa, mas o nosso amor necessitará ser prático e constante; os pequenos não poderão esperar pelas sobras do nosso tempo e disposição para serem amados e cuidados.
Na verdade, a obra do Senhor deve ser prioridade em nossa vida, e parece que a maior obra é em relação ao nosso próximo; Jesus disse que se fizermos qualquer coisa a um dos Seus pequeninos a Ele teremos feito.
Muitas pessoas estão necessitando que lavemos os seus pés; poderá ser através de ajuda material, afetiva ou física, pois em todas elas estará incluído o conteúdo espiritual, ou seja, o testemunho de que “amamos porque Ele nos amou primeiro”!
Se você ainda não sabe como lavar os pés de alguém, proponha-se a buscar uma criança ou um adolescente em sua casa para levar à igreja; olhe para seus vizinhos, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, e veja se pode fazer alguma coisa por eles.
Que o Senhor nos faça enxergar as necessidades do próximo, e nos dê disposição para servir como Jesus serviu enquanto esteve neste mundo; que possamos sim, lavar os pés uns dos outros, mas não somente na Santa Ceia.


                                                                                       (R.E.S.A)