sábado, 20 de setembro de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 20 de setembro de 2014.


Então, Judas, o que O traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi se enforcar.” (Mateus 27: 03 – 05)
 

Arrependimento

 
Como é triste pensarmos em arrependimento acompanhado de destruição, não é mesmo?           
Apesar de Judas ter andado com Jesus durante tanto tempo, não dispensou atenção aos ensinamentos do Mestre; sua ambição, planos terrenos e sua carne ocuparam o espaço do aprendizado e do quebrantamento espiritual. Judas não compreendeu que a missão de Jesus era salvar, inclusive pessoas como ele, e que por mais horrível que fosse o seu pecado, poderia ser perdoado.
Como Judas, muitas pessoas ouvem os ensinamentos de Jesus, mas não dão atenção a eles; não lhes sobra tempo para o Mestre, pois muitas coisas ocupam os pensamentos e o tempo. E então, não aprendem que Jesus é o Advogado infalível, que não rejeita nenhuma causa e está pronto não só a perdoar, mas também a amar o pecador machucado pelos próprios pecados.
Pedro também precisou se arrepender, pois negou Jesus três vezes, contudo, não se suicidou; ao contrário de Judas, deixou que aquele choro amargo e doído, resultante da dor do arrependimento se transformasse em adubo para o processo de transformação, iniciado após a sua verdadeira conversão. Talvez, até aquelemomento em que Pedro negou a Jesus não houvesse sentido o peso da sua carne, e nem percebido que o arrependimento por pecadosaconteceria muitas vezes em sua vida, pois o arrependimento faz parte da vida de todos aqueles que nascem em Cristo Jesus e desejam uma vida de santificação.
Mas o arrependimento inicial, aquele que acontece no momento da conversão, é o marco de uma nova vida em Jesus; é imprescindível para a salvação, pois sem ele não  purificação da alma.
É muito triste quando percebemos que uma pessoa que decidiu ser salva por Cristo Jesus e posteriormente desceu às águas do batismo, não compreendeu a necessidade do arrependimento e da confissão dos pecados; então, o caminho já começa sendo trilhado errado, pois trilha-se o caminho da igreja e não o caminho da cruz. Mas mesmo estas pessoas, são continuamente tocadas pelo Espírito Santo, a fim de que compreendam a necessidade de um quebrantamento com verdadeiro arrependimento, e, então, transformação!
Queridos leitores, não há transformação, purificação, santificação, unção e consagração, se houver pecado não confessado; no céu não entrará nenhum tipo de pecado, por mais amoroso e compreensível que seja Deus. Precisamos tomar consciência de que o  arrependimento e a confissão dos pecados é contínuo em nossas vidas; cada vez que o Espírito Santo nos ajudar a tomar consciência de que pecamos devemos ir imediatamente até o nosso Advogado Jesus e confessar o pecado cometido. E nunca nos esqueçamos de que para o nosso amado Salvador que advoga a nossa causa não há nada impossível, não há restrições para o perdão de pecados; basta que haja o verdadeiro arrependimento, e certamente haverá perdão, pois, “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que eles sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Isaías 01:18)
Louvado seja o nosso Deus que mandou o Seu Único Filho para morrer na horrível cruz do calvário, a fim de que tivéssemos salvação e não precisássemos carregar as nossas culpas após o arrependimento e confissão dos nossos pecados; e mais, diminui a frequência e intensidade dos pecados à medida que somos incluídos na cruz de Cristo, ou seja, crucificados com Ele!
(R.E.S.A) 
 
 


sábado, 30 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 30 de agosto de 2014.

Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” (Salmo 119: 105)

Caminho iluminado!


Por que será que tantas pessoas andam por caminhos escuros? O que acontece com os cristãos que não enxergam o caminho certo e acabam trilhando por atalhos perigosos? Existem caminhos inicialmente muito iluminados, cujo trajeto vai tornando-se escuro?
A todos os seres humanos dotados de capacidade para escolher é dado o direito de decidir por qual caminho andar; embora saibamos que o desenvolvimento infantil seja fundamental para futuras escolhas, temos a convicção de que por mais conturbado e irregular que possam ter sido os anos iniciais, considerados alicerçe da personalidade, sempre haverá a oportunidade de se escolher o caminho iluminado.
Só há um caminho totalmente iluminado, do seu início ao fim, cuja luz nunca se apaga, pois Jesus é a própria luz, Ele é a Luz do mundo! O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para o caminho; ele está se referindo à Bíblia e a Jesus. Somente com a lâmpada, a Palavra de Deus, encontramos Jesus, a Luz para as nossas vidas.
Muitos cristãos não enxergam o caminho certo e acabam tomando atalhos perigosos porque optapor lâmpadas que não possuem a verdadeira luz; aqueles que escolhem doutrina de homens, tradição, filosofias, ídolos, pastor ou qualquer pessoa como lâmpada para suas vidas, certamente deixarão de conhecer a única e verdadeira Luz, que nunca se apaga e jamais diminui a luminosidade.
Embora muitos caminhos sejam inicialmente atraentes e com muitas luzes diferentes e brilhantes, durante o trajeto vão ficando escuros e melancólicos. Uma relação bastante interessante a se fazer é com a cidade de Las Vegas, considerada a cidade mais iluminada do planeta; segundo a NASA, vista do espaço, Las Vegas é a cidade da luz, que tem o maior holofote do mundo, no topo da pirâmide do Luxor, e pode ser visto do espaço. Todos sabem que já foi chamada de “cidade do pecado”, e, hoje, échamada de “Capital Mundial do Entretenimento”. Realmente a sua iluminação encanta os olhos e desencadeia certa alegria; não há como negar que aquela cidade proporciona emoção, ainda que passageira.
Existem muitos caminhos como a cidade de Las Vegas, cuja iluminação encanta os olhos e convida à alegria, mas com o passar do tempo e do trajeto tornam-se extremamentes escuros; o caminho do destaque pessoal, seja por habilidades, beleza ou poder financeiro, é extremamente iluminado no seu início, mas lentamente se torna cinzento, pois “toda a carne é como erva, e toda a glória do homem, como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor” ( I Pedro 01: 24 ).
O caminho verdadeiramente iluminado e estreito, cuja lâmpada para os pés ensina a “não amar o mundo e nem as coisas que nele há”, bem como a renuncia de si próprio, tem sido escolhido por poucos; este caminho é maravilhosamente iluminado, e a sua Luz permanece constante do início ao fim. Esta Luz possibilita que se enxergue dentro e fora, pois Ele “clareia as trevas” que porventura existam no interior daqueles que trilham o caminho.
Que o amoroso Deus toque no coração daqueles que ainda não optaram pela verdadeira lâmpada, que proporciona o aumento da fé e intimidade com a Luz do mundo.                                                   (R.E.S.A)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 23 de agosto de 2014.

Quem poderá dizer: "Purifiquei o meu coração; limpo estou do meu pecado?” (Provérbios 20: 09)

Só por Jesus


Cantamos um hino cuja letra diz que somente por Jesus é que nós somos salvos; que, nem as lágrimas e nem a dor podem nos proporcionar a paz, e que as nossas obras são sem valor para alcançarmos o perdão.
Parece simples, contudo é algo complexo; levamos muito tempo para compreender isto na prática. Talvez a maioria dos recém nascidos em Cristo Jesus iniciem a caminhada acreditando em suas próprias obras; mas, com a busca ardente vão alcançando a compreensão de que o perdão e a salvação dependem exclusivamente  da maravilhosa graça de Jesus!
Existem muitas coisas que nos são atribuídas por Deus, inclusive e principalmente, escolher; então, o primeiro passo para que sejamos alcançados por Jesus é querer, e, em seguida, ir até Ele com fé. Porém, não há absolutamente nada que possamos fazer para sermos salvos ou para nos libertarmos dos nossos pecados, senão irmos até Jesus. O texto acima deixa claro que não é possível alguém purificar o seu coração e livrar-se do pecado; só o sangue do Cordeiro é que pode lavar os pecados e tornar alguém limpo e puro.
Talvez a maior confusão seja referente às nossas emocões e culpas; demoramos tempo para perceber que não são as nossas lágrimas, vergonha ou dor que nos libertam dos nossos pecados, mas somente o sangue de Jesus. O perdão se recebe através de um ato de fé, sem necessariamente ser acompanhado pelas emoções; mas certamente há a necessidade do arrependimento, pois sem ele a conquista do perdão torna-se apenas um ritual.
Embora esteja claro de que perdão e purificação sejam alcançados apenas através de Jesus, que não são as lágrimas, a culpa ou autopunição que nos fazem chegar a Ele, mas tão somente a fé e o arrependimento, enxergamos as emoções comoconsequências; sim, como não haver emocões diante de um Salvador que nos perdoa e nos acolhe com muito amor em Seus braços, mesmo depois de termos lhe entristecido com nossos pecados? Ah, amados, como poderemos não nos emocionar diante da manifestação de tanto amor? Somos perdoados, purificados, e, ainda, temos o privilégio de sermos transformados! Aleluia! Grande e tremendo é o nosso Deus!
Mas só por Jesus alcançamos a salvação, porque Ele “é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por Ele”; portanto, ninguém e absolutamente nada, podem nos salvar ou nos dar a vida eterna. Só por Jesus temos a purificação das nossas mentes e alcançamos a santificação; só por Ele somos transformados; e, só por Jesus conseguimos nos manter firmes no caminho estreito, cuidando da nossa coroa para que o inimigo não roube.
Jamais venhamos nos enganar sobre termos alguma possibilidade de nos purificarmos sem o sangue de Jesus; e, também, sejamos convictos de que não convertemos pessoas e que não temos o poder de nos salvar.
A Ele toda a honra e a glória! Amém!
                                                                                    (R.E.S.A)


sábado, 16 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 16 de agosto de 2014.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 04: 07)

Vigiando os sentimentos


Se nós nos atentarmos cuidadosamente às exortações bíblicas de maneira geral, perceberemos o quanto é consistente e insistente o chamado para a vigilância.Mas é interessante pensar que o conteúdo da vigilância não se refere somente aos cuidados com a alma em função da vinda de Jesus, mastambém em função da qualidade de vida espiritual, emocional e afetiva; certamente Deus se agrada em ver Seus filhos vitoriosos, inclusive nos sentimentos e relacionamentos.
Ainda que os sentimentos e comportamentos devam ser ajustados à vontade do Senhor em função de que a santificação é imprescindível para se herdar o reino celestial, percebemos que tal ajuste também redunda em benefícios para esta vida aqui.
Aqueles que já nasceram em Cristo Jesus e buscam uma vida de semelhança com Ele, sabem que possuem o privilégio de ter os sentimentos guardados Nele; mas se faz necessário saber a razão disto e no que resulta tal benefício.
Mesmo que os sentimentos não sejam valorizados por muitas pessoas, e outras utilizem o mecanismo de negação na tentativa de evitar a vulnerabilidade, eles são inerentes aos seres humanos; e, exatamente porque o Criador sabe o grau de complexidade da Sua “obra prima”, que há o alerta na Palavra sobre os cuidados com algo tão subjetivo, maravilhoso e altamente perigoso!
Os sentimentos negativos podem ser mascarados de maneira inconsciente, tomando a aparência de sentimentos positivos; quando negados, podem gerar comportamentos ambivalentes; e, a falta de responsividade aos sentimentos impostos pela cultura ou sociedade, pode redundar numa frustração geradora de conflitos. Mas graças a Deus, que nos socorre neste campo tão subjetivo do nosso ser e nos ajuda; além de podermos guardar ou proteger os nossos sentimentos em Cristo Jesus, podemos tratá-los, se assim desejarmos.
Mas para que o Senhor trate os nossos sentimentos, precisamos nos derramar diante dele; precisamos contar a Ele sobre nossas dificuldades, ilusões, dores e até mesmo sobre os nossos sentimentos de rejeição. Também precisamos que Ele nos ajude a tomar consciência sobre sentimentos aparentemente positivos sobre nós, mas que fazem parte dos nossos medos e das nossas máscaras; enfrentar e aceitar os sentimentos negativos, para posteriormente serem colocados na cruz de Jesus, é o caminho para a libertação, pois ao tomarmos consciência da verdade sobre nós mesmos, alcançamos a libertação e a cura de muitas feridas.
Que o Senhor nos dê fé e ousadia para nos derramarmos diante Dele; que compreendamos a liberdade que Jesus nos dá de falarmos sobre todos os nossos sentimentos, e, também, creiamos na Sua paz, “que excede todo entendimento”, e é capaz de proteger e tratar os nossos sentimentos e emoções.                
(R.E.S.A) 



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 02 de agosto de 2014.

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 06: 68,69)


Para quem?


       Diante das palavras de Jesus para os discípulos, lembrando-os de que poderiam escolher deixá-Lo, Pedro fez uma das mais verdadeiras e emocionantes declarações sobre a eternidade e solução para o frágil ser humano!
       Por mais “racional” e intelectualizada que seja uma pessoa, há uma inquietação íntima sobre a sua alma; a dúvida sobre o destino final da alma e do corpo cria os mais variados comportamentos e mecanismos psíquicos. Ainda que haja uma forte tendência à negação da existência de Deus ou à Sua interferência na vida do ser humano, certamente há uma intensa busca individual e silenciosa por respostas; o vazio existencial, uma realidade inquestionável, é contornado das mais diversas maneiras, mas sempre com o maior distanciamento possível da verdade.
       Admitir que Deus é o detentor da solução para o vazio e destino da alma, incomoda principalmente os mais intelectualizados e auto suficientes; parece ser inadmissível que um ser extremamente bem dotado intelectualmente necessite de Deus para resolver seus problemas e conflitos existenciais.
Com certeza o engano de que a intelectualidade resolve os problemas da alma, faz um enorme bem para a razão, ainda que temporário; mas quando as circunstâncias dolorosas da vida enfraquecem a racionalidade, deixando emergir o terrível vazio, surge a angústia das incertezas e da finitude.
       Parece ser impossível fugir dos questionamentos e sede por algo que proporcione um verdadeiro sentido para a vida, ainda que as tentativas para contornar tal situação sejam insistentes; assim como cientistas e pesquisadores buscam incansavelmente a cura para certas doenças físicas, outros profissionais buscam pela cura da alma.

Os conteúdos subjetivos podem ser aparentemente ignorados por muitas pessoas, mas sem dúvida alguma são essenciais, pois além de causar as doenças da alma também causam as doenças fisiológicas.
O mundo está terrivelmente adoecido em todos os sentidos; a insegurança e as dúvidas se alastram por todos os lados, e invadem a mente daqueles que não têm algo que lhes garanta a eternidade e a verdadeira paz.
       Ainda que a fé de muitas pessoas não seja suficiente para alcançar as palavras de Pedro, os filhos de Deus que já experimentaram a profundidade da comunhão com Ele, sabem que o Espírito Santo usou a boca de Pedro para revelar Quem tinha a verdadeira solução da vida!
       Para quem iremos nós? Para os mortais como nós que tateiam no escuro em busca de solução? Acreditar em super teorias ou em super filósofos, sendo que a maioria sucumbe ao vazio interior, quando não se suicidam para fugir dele?

       Ah, queridos, para quem iremos nós, se Cristo tem as palavras da vida, e da vida eterna!                         (R.E.S.A)

Boletim IBSDC, Sábado, 26 de julho de 2014.

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11: 09-13)

Fidelidade


Comumente ouvimos falar sobre a fidelidade de Deus, mas infelizmente centralizando o aspecto material. Porém, pouco se ouve falar sobre a fidelidade do Amado Pai com relação ao aspecto espiritual, talvez porque os interesses da carne sejam mais desejados; e o mais triste é perceber que há um investimento grande de muitos pregadores na mensagem equivocada sobre prosperidade material.
Por falta de conhecimento bíblico, uma multidão de “crentes” passa a vida buscando compreender a fidelidade de Deus apenas na satisfação dos seus desejos materiais; mas, o maior Pregador de todos os tempos ensinou sobre o verdadeiro conteúdo da fidelidade de Deus, apresentando uma promessa infalível. Sim, foi Jesus quem disse que nunca nos faltaria o Espírito Santo, se O buscássemos.
Jesus comparou a fidelidade de um pai terreno com a fidelidade do Pai Celestial, relacionando o conteúdo dos pedidos. Se o amor limitado de um pai terreno torna-o capaz de suprir a necessidade de saciamento da fome do seu filho, quanto mais o Pai Celestial; certamente a ênfase dada por Jesus é com relação à fome espiritual, e a provisão é o Espírito Santo, pois não há vida espiritual sem enchimento Dele. Contudo, Jesus disse no sermão da montanha que não há motivos para preocupação, pois todas as necessidades básicas dos filhos de Deus seriam também atendidas.
Parece que a distância entre o que Jesus prometeu e o que os pregadores da atualidade pregam é muito grande, não é mesmo? Mas para que haja a compreensão adequada, a leitura não pode ser cortada de acordo com a conveniência; faz-se necessária a reflexão sobre todo o conteúdo da parábola, cuja mensagem central refere-se à persistência em pedir e buscar o alimento espiritual, ou seja, o Espírito Santo.
Deus é tremendamente fiel e não nos deixou órfãos; por isto, enviou o Consolador, o Seu Espírito para que fosse buscado por aqueles que desejam ser morada consagrada, lavada pelo sangue do Cordeiro. Também a fidelidade de Deus nos dá a possibilidade de tomar posse das Suas misericórdias, renovadas diariamente; e certamente, nos faz desejar misericórdias relacionadas ao suprimento espiritual. Mais do que carro, casa e outros bens materiais, Ele nos ensina desejar as riquezas espirituais; mais do que desejar a aprovação dos nossos filhos no vestibular, em concursos ou ter um bom casamento, nos faz desejar para eles a salvação e o enchimento do Espírito Santo.
Sem dúvida alguma, a fidelidade de Deus nos alcança materialmente; desejamos sim ter um bom carro, casa e roupas bonitas, além de gostarmos muito de comer bem, passear e viajar. Queremos ver os nossos filhos bem sucedidos e bem casados, mas certamente o nosso maior desejo é vê-los vencer as tentações e crescer espiritualmente.
O Senhor abençoa todas as áreas da nossa vida, principalmente depois que O buscamos realmente em primeiro lugar; mas a maior bênção, é o verdadeiro enchimento do Espírito Santo, cujo resultado é a conquista dos tesouros espirituais, entre os quais está a compreensão da fidelidade de Deus.                                        

(R.E.S.A)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 19 de julho de 2014.

O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende ao mar, e o faz secar, e esgota todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta na sua presença; e o mundo, e todos os que nele habitam. Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derrubadas. O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” (Naum 01: 03-07)
       

O poder e a justiça do nosso Deus


        Se fizéssemos uma pesquisa para sabermos qual a visão que as pessoas têm de Deus, certamente aquelas que crêem Nele, veríamos percepções bastante diferenciadas; encontraríamos aquelas que O descreveriam apenas como um Deus amoroso, mas também encontraríamos aquelas que O descreveriam predominantemente como um Deus exigente.
        O texto de Naum descreve um Deus paciente e longânimo, contudo justo; um Deus bom, que se torna uma fortaleza para aqueles que Nele confiam, porém, forte e poderoso. Os montes tremem, os outeiros se derretem e a terra se levanta perante Sua força e poder!
        Mas muitas pessoas parecem ignorar que o Deus repleto de amor e bondade é justo e odeia o pecado; e à medida que se esquece da ira do Senhor contra o pecado, mais aumenta a iniquidade, e quanto mais o tempo passa, maior é a incredulidade. O desprezo ao poder e justiça de Deus tem sido notório por toda a parte; a iniquidade tem se multiplicado, a Palavra tem sido banalizada e comercializada, e mais se tem blasfemado ao Santo e poderoso Criador do Universo. Estamos vivenciando dias piores do que aqueles prévios ao dilúvio e aos da destruição de Sodoma e Gomorra.
        Mas o Deus que não tem o culpado por inocente estaria calado diante de tanta impiedade e violência? Até quando o mundo vai exalar o horrível cheiro de pecado, cuja impureza e imundícia invadem os lares e as mentes, destruindo todos os valores morais?
        Não, Deus não está calado e nem tampouco alienado! Parece que estamos vivendo o finalzinho do tempo da exortação ao arrependimento; o mundo ainda está usufruindo da paciência e longanimidade de Deus, mas não por muito tempo. O Deus zeloso em breve se levantará com Sua grandeza e poder contra a terra inundada pelo pecado; a promessa da Sua vinda está por se cumprir.
        As palavras do segundo e terceiro capítulos da segunda carta de Pedro descrevem exatamente o que estamos vivendo, ou seja, o fim; não é possível ignorar que a descrição feita por Pedro é referente exatamente aos nossos dias.
        Queridos irmãos, “o Senhor não retarda a Sua promessa”, e, a sua vinda, será “como o ladrão de noite”; diante disto, que faremos nós? O mais sábio e espiritual é seguir os conselhos de Pedro: “Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que Dele sejais achados imaculados e irreprensíveis em paz.”.

        Que Deus nos proteja de qualquer descuido para que não percamos a “coroa da vida eterna”; peçamos para que nos ajude a buscarmos cada dia mais a semelhança com Cristo e a santidade.                                                 (R.E.S.A)

sábado, 12 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 12 de julho de 2014.

"E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.” (Mateus 04: 18-20)

Prontos para seguir e servir?


Estamos sendo tocados pelo Senhor individualmente e coletivamente para fazermos diferença na vida das pessoas. Não temos a pretensão de reformar o mundo, nosso país, nosso estado ou a nossa cidade, mas tão somente de sermos bênção na vida das pessoas ao nosso redor e na vida daqueles que necessitam de nós.
Não há cristianismo verdadeiro sem envolvimento e comprometimento com o próximo; se apenas nos sensibilizarmos com a dor das pessoas e não fizermos nada, estaremos negligenciando o nosso chamado para servir.
Talvez o mais difícil seja deixar as nossas coisas e interesses de lado, para então servirmos ao Senhor; é muito provável que já estejamos conscientes de que não é fácil fazer como os discípulos e tantas outras pessoas fizeram, ou seja, largar o que se está segurando e simplesmente seguir para fazer o que é necessário ser feito.
Aqueles homens que se permitiram ser discipulados por Jesus fizeram a diferença no mundo. Paulo, quando compreendeu a sua missão neste mundo, renunciou à sua própria vida para servir ao Senhor; foi ele quem fez uma das mais lindas declarações de entrega de vida e disposição para servir a Deus: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra a carreira e o ministério que recbi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (Atos 20: 24).
João e o seu irmão Tiago quando chamados por Jesus deixaram imediatamente o pai e o barco; neste caso houve a renúncia de um bem material e um bem afetivo, ambos difíceis de serem renunciados para a maioria das pessoas. No entanto, duas outras pessoas quando convidadas a seguirem a Jesus apresentaram justificativas para não segui-Lo imediatamente, como fizeram os discípulos; uma pediu para primeiramente sepultar o seu pai e a outra para se despedir daqueles que estavam em sua casa, e para ambos os casos Jesus teve uma resposta objetiva.
Será que já estamos prontos para seguir a Jesus fazendo a obra que Ele tem nos proposto individualmente e coletivamente, ou ainda precisamos do tempo para cuidar dos nossos interesses? Será que ainda amamos muito as nossas vidas, o mundo e tudo o que nele há?
Talvez estejamos sendo convidados a pensar sobre a razão do nosso viver e crer no fato de que a vida é como “um vapor que aparece e logo se desvanece”. Talvez estejamos sendo desafiados a refletir com bastante atenção nas palavras de Davi: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de Ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará. Agora, pois, Senhor que espero eu? A minha esperança está em Ti.” (Salmo 39: 04- 07).
Que o Senhor derrame sobre a nossa vida redobrada misericórdia e nos ajude a renunciarmos coisas, pessoas e a nós mesmos, a fim de que possamos segui-Lo fielmente e fazer a obra designada a nós, sem nos distrairmos com as coisas passageiras deste mundo.
                                                                                                (R.E.S.A)


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 05 de julho de 2014.

"Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma." (Atos 23: 11)/ "A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança." (Salmo 25: 14)

Experiências espirituais



Tantas vezes temos ouvido o nosso querido Pastor nos falando que a experiência nunca pode estar acima da Palavra de Deus, no entanto, nunca o ouvimos dizer que as experiências não são importantes. Também temos refletido sobre a fé ser o motor da nossa vida com Deus, mas temos concluído, graças à direção do Espírito Santo, que os nossos sentimentos são essenciais em nossa vida espiritual, e eles devem ser tratados e protegidos pelo Pai.
         Certamente a experiência espiritual de Jacó naquela manhã em que reconheceu a presença de Deus, após um sonho, enquanto dormia num travesseiro de pedra, foi o início de um longo e íntimo relacionamento com o Senhor; e um pouco mais tarde, diante de uma situação conflituosa, em que sentiu exacerbado medo, alcançou uma experiência muito profunda com Aquele que o amava e o escolhera desde o ventre, para ser um dos instrumentos do cumprimento de uma promessa. Foi no vale do Jaboque, lugar onde buscou, lutou e insistiu pela bênção espiritual, que Jacó alcançou o grande tesouro da experiência e intimidade com Deus. Certamente, a fé foi a principal motivação para a busca, mas o sentimento que lhe atormentava exerceu um papel muito importante para que aquele tremendo momento acontecesse; e, provavelmente, aquela maravilhosa experiência se tornou um marco em sua vida espiritual.
         Muitos homens de Deus experimentaram momentos espirituais incríveis, os quais não foram usados para a autopromoção, vaidade ou status, mas sim para o fortalecimento da fé e preparo para o serviço espiritual. Alguns deles tiveram o privilégio de ouvir Deus falando diretamente, outros receberam anjos, e, ainda, houve aqueles que tiveram visões e sonhos; contudo, uma obra espinhosa e uma luta renhida lhes aguardavam.
         Paulo teve muitas experiências espirituais após a sua conversão no caminho de Damasco, contudo, a sua missão foi extremamente difícil; este homem que renunciou a si próprio e disse não considerar em nada a sua vida por preciosa, teve o privilégio de receber a visita de Jesus, numa noite, logo após ter sido preso em Jerusalém. Jesus se colocou ao seu lado e lhe confortou com sua presença e aprovação com relação ao testemunho em Jerusalém; além disto, encorajou-o a prosseguir testemunhando também em Roma. O sofrimento do Apóstolo Paulo foi grande, mas alcançou a verdadeira essência da vida; ele teve o prazer contínuo de usufruir da presença do Espírito Santo em sua vida, e de ser parecido com Jesus!
         Muitas pessoas almejam experiências espirituais apenas para seu deleite ou para a própria glória, e isto, porque não compreendem o significado de uma vida espiritual genuína; juntamente com os tesouros espirituais magníficos que o Senhor nos concede, estão os objetivos a serem alcançados aqui neste mundo, principalmente da crucificação da carne e realização da obra de Deus, com determinação e muito zelo!
         O Senhor nos convida a uma vida cristã realmente vitoriosa, cujas experiências espirituais são imprescindíveis! O medo é desnecessário, pois somos conduzidos pelas mãos do Pai amoroso; contudo, a ousadia é necessária! Ser cheio do Espírito Santo, usufruir do recebimento do Seu fruto e buscar os dons espirituais não são atitudes carnais ou emocionais, mas o resultado de uma entrega absoluta que se faz na cruz de Cristo!

Querido irmão e amigo, não fuja mais do quebrantamento espiritual, e não fuja mais de uma entrega total da sua vida; negue-se a viver uma vida apenas religiosa, e negue-se a ter águas apenas nos tornozelos. Mergulhe no oceano do Espírito e tenha abundância de águas jorrando do seu interior!                                            (R.E.S.A)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 28 de junho de 2014.

“Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24: 28-32)


Chamas do coração


As mulheres desta igreja tiveram o enorme privilégio de refletir sobre emoções, sentimentos, comportamentos e sobre as chamas do “coração”.
 Foi possível uma reflexão sobre o amor verdadeiro e crescente por Deus, acompanhada por uma análise sobre paixão; também, houve a oportunidade de constatar que a busca é essencial para se alcançar um “coração” em chamas por Jesus!
Aqueles dois discípulos no caminho de Emaús, após terem andado ao lado de Jesus e conversado com Ele sem O reconhecerem, questionaram os próprios sentimentos; pareciam desapontados por não terem dado importância aos seus “corações” ardendo! Mas mesmo sem saberem que se tratava do Mestre, O convidaram para ficar; pediram àquele Homem que discorreu sobre as Escrituras Sagradas que ficasse com eles. Então, os olhos daqueles dois discípulos foram abertos, ou seja, compreenderam que se tratava de Jesus; mas parece que antes de perceberem através da razão, o “coração” já havia sinalizado através de um sentimento de ardência ou queimação, que podemos chamar de emoção. Talvez, se eles tivessem um pouco mais de fé, teriam dado atenção imediata àquela manifestação emocional e teriam reconhecido o Mestre.
É possível que muitos de nós já tenhamos passado uma boa parte da vida cristã sem identificar os sentimentos por Jesus; e na busca do reconhecimento daquilo que se sente pelo Mestre, há a possibilidade de descobrir que o amor ainda é muito pequeno e requer investimento espiritual. Certamente devemos viver pela fé, contudo, os nossos sentimentos são imprescindíveis em nosso relacionamento com o Pai Celestial e com o próximo; o cuidado que devemos tomar são com as nossas emoções, pois muitas delas são repentinas e passageiras.
Nossa vida cristã deve estar alicercada na fé, mas sem dúvida nenhuma dependemos dos nossos sentimentos e precisamos desesperadamente do conhecimento da Palavra e de nós mesmos. Inclusive, há a necessidade de estimularmos os nossos sentimentos por Deus através do quebrantamento e enchimento do Espírito Santo; devemos buscar que o nosso coração realmente arda de amor pelo nosso tão marvilhoso Pai Celestial!
Certamente todos nós temos chamas em nosso “coração”, mas talvez a chama mais ardente não seja por Jesus; há a possibilidade de que a maior e mais ardente chama seja pelo nosso próprio eu. Também é possível que a chama mais importante e mais intensa seja pela profissão, dinheiro, posição social, namorado, cônjuge, pais ou filhos; isto explicaria o fato de Deus não ser buscado em primeiro lugar em nossas vidas e a falta de comprometimento com a Sua obra. O desinteresse pelos cultos de oração, pela intercessão e pelo estudo da Palavra, são indicadores fidedignos da ausência de uma chama central e intensa de amor por Jesus.
Mas é importante pensar que se realmente estiver acontecendo a falta de amor e intimidade com Jesus, há a possibilidade de mudar isto, caso se deseje; o primeiro passo é o reconhecimento dos sentimentos e o segundo passo é a confissão a Deus seguido de um  pedido de socorro. Podemos pedir ao Mestre que fique, pois a noite se aproxima, e não sabemos como será o amanhã; dizer a Ele com fé que desejamos amá-Lo muito, que desejamos ter o nosso coração ardendo de amor por Ele, poderá ser o início de uma vida cristã de vitórias sem fim!

Que o Senhor toque no mais profundo da nossa alma, e a partir da nossa fé, nos faça desejar uma profunda intimidade com Ele; que a intensidade da nossa busca seja tal qual a busca da corsa por águas!                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado 21 de junho de 2014.

"O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome de Deus... uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos em pé..." (Salmo 20: 01-09)

Uma guerreira


         O salmo vinte sempre foi o preferido da nossa querida irmã Saphira; talvez, pela semelhança dela com o grande guerreiro Davi, que amava a Deus ardentemente e confiava plenamente Nele!
         Confiar em Deus não é esperar apenas por dias maravilhosos e sem problemas, mas é ter a certeza de que os dias de angústia sempre existirão, contudo, sob a proteção do Pai Celestial! É também saber que há a possibilidade de encurvar-se, porém, levantar e estar em pé, é o lema daquele que confia no Senhor!
         Assim é a irmã Saphira, uma grande guerreira! Nunca confiou "em carros ou cavalos", mas sempre fez menção da força salvadora de Deus! A sua fé foi notória durante toda a sua caminhada; mesmo encontrando pedras pontiagudas que feriram os seus pés, nunca deixou de esperar pelo Senhor da sua vida! Muitas vezes "levantou as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados", e fez "veredas direitas para os pés", pois sabia que não podia vacilar, pois muitos pézinhos menores a seguiam. Não só encurvou-se algumas vezes com o peso dos problemas e do excesso de atribuições, mas também caminhou encurvada, contudo, nunca duvidou de que um pouco mais a frente encontraria o Mestre, que aliviaria o seu pesado fardo. Quantas vezes, quando as forças pareciam lhe faltar, foi tomada pelos braços do Senhor, que tão amorosamente lhe cuidou e enxugou dos seus olhos "toda a lágrima"; o Senhor a ouviu em todos os seus dias de angústia, mas certamente também ouviu todas as suas palavras de gratidão, que sabemos, não foram poucas.
         Ah, irmã Saphira, quanta garra, quanta persistência, quanta determinação em fazer a obra do Senhor! Por onde passou deixou as marcas do seu comprometimento com Deus e com a Sua Palavra! Esta igreja que tanto lhe ama, tem motivos infindáveis para louvar a Deus pela sua vida! Somos imensamente gratos pelas coisas que fez, pensou, compartilhou e sonhou; quantas vigílias, quanta intercessão, quanta oferta dada secretamente, quanta solidariedade silenciosa e quanto apoio ao nosso CEAPP! E sabe o que mais nos impressiona? Que nada acabou! A senhora continua a mesma guerreira de sempre! Com sua fidelidade, fé e ousadia, nos dá aula todas as semanas; temos aulas práticas nas quartas-feiras, nos sábados pela manhã e ao findar de cada sábado.
         O que mais podemos dizer ao celebrarmos os oitenta anos de uma guerreira?
         Além de muitos e muitos textos bíblicos que poderíamos citar, faremos uso das palavras de Bertold Brecht: "Existem homens que lutam um dia: estes são bons; existem outros que lutam um ano: estes são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos: estes são ainda melhores; mas existem aqueles que lutam por toda a vida: estes são IMPRESCINDÍVEIS.".
Ah, irmã Saphira, a senhora é IMPRESCINDÍVEL! Que Deus seja tremendamente louvado pelos oitenta anos de preciosa existência!
Com muito amor,

Sua igreja.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 07 de junho de 2014.

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”( João 13: 34)


De novo o “amor”?


Falar em amor ao próximo parece ser algo parecido como “chover no molhado”, não é mesmo? Além de ser um assunto muito explorado, para muitas pessoas parece que basta um pouquinho de esforço e facilmente se consegue cumprir o mandamento de Jesus.
Não temos dúvidas de que é impossível se falar em vida cristã, “novo nascimento” e em agradar a Deus sem falarmos em amor; contudo, parece que não é citando textos bíblicos, teorizando ou mascarando a nossa mente que poderemos resolver uma das nossas maiores transgressões, que é a falta de amor.
Já concluímos que o amor descrito em I Coríntios 13 trata-se de um fruto e um dom do Espírito Santo, pois ninguém consegue amar de uma maneira tão perfeita pela carne, ou seja, naturalmente; e aquele que pensa conseguir, em algum momento acaba percebendo o quanto o seu amor é imperfeito!
Talvez a maior oportunidade de refletirmos e, infelizmente, concluirmos o quanto estamos longe do verdadeiro amor, seja quando somos atingidos e machucados de alguma maneira por quem achávamos ser alvo do nosso sentimento “perfeito”! Este é o momento em que os nossas emoções e sentimentos se confundem de tal forma que nem mesmo nós conseguimos compreender a fragilidade do nosso amor.
Quando falamos de verdadeiro amor estamos nos referindo a um sentimento forte e resistente, e não a uma emoção passageira ou a um sentimento frágil; o verdadeiro amor não se dissolve diante dos conflitos mas, ao contrário, se fortalece.
Então, parece que o melhor caminho para alcançarmos o verdadeiro amor seja nos despindo da ilusão de que somos capazes de amar perfeitamente; precisamos compreender que nem mesmo o amor materno, tão venerado, é perfeito. Se o amor dos pais fosse perfeito não haveria tantos conflitos individuais e familiares.
Quando formos capazes de admitir que não conseguimos amar verdadeiramente, será o início da nossa grande conquista, ou seja, alcançaremos o verdadeiro amor através de Jesus; levaremos até a cruz o nosso orgulho e a nossa ilusória “capacidade de amar” e, assim, receberemos do Espírito Santo a parte do fruto espiritual que tanto necessitamos: o amor. 
Refletir e mexer em coisas que achávamos estarem prontas e corretas em nós não é muito agradável, principalmente se o item em questão for o amor; e mais difícil fica quando pensávamos ser o nosso ponto alto. Fazer um autoquestionamento sobre o amor que sentimos pelas pessoas, ou refletir sobre a nossa recusa em querer conviver com alguém que um dia dissemos amar e nos machucou, certamente é um bom começo para buscarmos o verdadeiro amor; o único amor que vence as barreiras do conflito humano é o amor resultante do enchimento do Espírito Santo.
E, ainda, não há como ignorarmos o fato de que amar como Cristo amou é estar disposto a dar a vida por alguém; Jesus nos amou com um amor jamais visto! Ele enfrentou a morte, e morte de cruz, simplesmente porque nos amou!
Que o Senhor nos ajude a compreendermos o Seu profundo amor e não nos deixe acomodarmo-nos aos sentimentos provenientes do nosso “enganoso coração”; que sejamos desafiados a buscar em Deus o verdadeiro amor, parte do fruto do Espírito Santo, essencial para que sejamos parecidos com Cristo Jesus!


                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 31 de maio de 2014.

"Não me desampares Senhor; meu Deus, não te alongues de mim. Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação." (Salmo 38: 21,22) / Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim. Porque eu confessarei a minha iniquidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.(Salmo 38: 17,18) / "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus."(Salmo 42: 01) 

Como dói


Somente quem já alcançou uma profunda comunhão com Deus e a perdeu em algum momento ou por alguns momentos da sua vida, sabe o quanto dói se distanciar Dele!
Talvez ninguém melhor do que Davi tenha conseguido expressar tantas vezes e tão bem, a dor que consome a alma de tristeza, pela perda parcial ou total da comunhão e intimidade com o Mestre.
Os motivos que levam ao esfriamento ou distanciamento de Deus, resultando na perda de intimidade, são vários; mas talvez os mais fáceis de serem detectados sejam os comportamentos pecaminosos, e principalmente aqueles mais graves aos olhos dos filhos de Deus. Mas, muitos comportamentos desastrosos, não vistos como pecado ou com gravidade, também podem causar o esfriamento na relação com o Pai; a mágoa é um elemento bastante nocivo e muito usado pelo inimigo para que os filhos de Deus decaiam espiritualmente. Deixar-se usar pelo inimigo ou deixar espaço para que os "dardos inflamados" atingam a alma, desencadeia a horrível perda na intensidade da comunhão com a Trindade; deixar de olhar para Jesus, preocupar-se com a vida material, questionamentos excessivos, preocupação com o bem estar, não buscar a Deus em primeiro lugar e tantos outros fatores, são usados pelo o inimigo para destruir o que ele tanto odeia, ou seja, a intimidade e comunhão dos filhos com o Pai Amoroso!
Faz-se necessária a lembrança de que não é Deus Quem se distancia dos Seus filhos, mas os filhos que se distanciam do Pai; vergonha, decepção, frustração e tantos outros sentimentos inerentes aos seres humanos, levam a momentos curtos ou longos de desânimo, que inevitavelmente afetam o mais lindo e verdadeiro relacionamento de amor! Uma das coisas que mais perturba o diabo é a intimidade entre o Pai Amoroso e seus filhos em processo de crucificação; portanto, a vigilância torna-se imprescindível, a fim de que as "astutas ciladas do diabo" se tornem visíveis aos olhos daqueles que querem ser mais cheios do Espírito Santo.
Ah, como dói o resultado da quebra ou distanciamento, ainda que temporário, do Pai querido; e o retorno, nem sempre é muito fácil. Davi encontrou a solução para que rapidamente fosse retomada a intensidade da sua comunhão com Deus; "de tarde, de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei, e Ele ouvirá a minha voz". Davi sabia o quanto doía ficar distante do Senhor da sua vida, pois Ele O amava com todas as suas forças, com toda a sua alma; ele jamais deixaria que o esfriamento avançasse, pois sabia que Deus era a maior riqueza da sua vida, e não poderia perder tal tesouro!
Infelizmente muitos cristãos não conhecem tal intimidade com Deus, e, portanto, também não conhecem a dor da diminuição ou perda da intensidade da comunhão; mas ainda há tempo para esta busca!
Querido, se você está sentindo falta daquele primeiro amor, ou se você encontra-se distante do Pai Amoroso, faça alguma coisa ainda hoje; os braços do Pai Querido estão abertos lhe esperando para o resgate da intimidade e de uma intensa comunhão! Ele o ama como ninguém! Ele quer que você sinta o Seu calor e receba as Suas misericórdias que se renovam a cada manhã! 
Clame de manhã, ao meio dia e à tarde!


                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 17 de maio de 2014.

“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.” (Romanos 07: 19)

Nossas contradições

Embora as grandes guerras que se travam em nossa mente sejam por demais dolorosas, nos levam a buscas incessantes e a muitas reflexões; em alguns destes momentos de profundo mergulho em nossos pensamentos e conhecimentos já alcançados, principalmente espirituais, também nos encontramos com os nossos desejos e sentimentos, os quais acabam deixando certas situações ainda mais complexas.
Em nossas constantes reflexões revisamos os nossos comportamentos e os confrontamos com as nossas verbalizações; então, tristemente enxergamos as contradições e a grande distância entre os mesmos.
Acatamos princípios interessantes para as nossas vidas, queremos as regras, a ética e somos adeptos da exortação bíblica; contudo, quando os nossos interesses, desejos ou sentimentos se fazem presentes, parece que nos esquecemos das nossas metas e verbalizações tão corretas e tão éticas.
Cantamos certas letras de músicas como as maiores verdades das nossas vidas, e, no entanto, diante da primeira situação em que a nossa comodidade ou satisfação é ameaçada, reagimos em defesa do poderoso “eu”, que não pode perder ou ser sacrificado; defendemos-nos com veemência, ainda que isto contrarie os ensinamentos bíblicos e as letras dos louvores que tanto gostamos. Sem a devida reflexão atingimos uma construção coletiva que levou tempo e requisitou empenho para chegar aonde chegou; simplesmente porque o nosso bem estar e interesses estão acima do bem coletivo e do amor ao próximo.
Pela falta de percepção das nossas contradições internas, atingimos a nossa própria vida espiritual; todavia, os maiores danos podem ser causados aos novos na fé, àqueles que aprenderam e lutam renhidamente pela crucificação da carne e pela busca prioritária do que é espiritual, mas também, interfere no grupo como um todo.
As contradições são inerentes aos seres humanos, porém, as reflexões e a busca das transformações no Espírito Santo, levam a uma melhor organização do conjunto das crenças e da prática; mas, talvez, os mais velhos na fé devam revisar com maior urgência tais contradições, e, então, buscar suprimi-las “na força do poder de Deus”.
Que o Soberano Deus, o Oleiro das nossas vidas, seja convidado a reparar as brechas feitas pela nossa carnalidade em nossa vida e na vida daqueles que caminham conosco; e, assim, possamos testemunhar a nossa ida à “casa do Oleiro”.

                                                                                       (R.E.S.A)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 03 de maio de 2014.

“Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.” (João 13: 05)

  Lavar os pés uns dos outros 

No último sábado, o nosso querido Pastor nos levou a refletir sobre algo sensacional! Foi bastante interessante pensar sobre o verdadeiro sentido do “lava pés”, ensinado por Jesus; mesmo sem estarmos celebrando a Santa Ceia, pudemos compreender um pouco mais o gesto de Jesus, e a extensão do mesmo.
O fato de sermos convidados a compreender que lavar os pés uns dos outros é muito mais do que um ato simbólico, fez com que o nosso compromisso em relação ao próximo aumentasse; sim, o nosso cristianismo deixará muito a desejar se não formos capazes de fazer com que o lava pés seja um estilo de vida e não um compromisso esporádico.
Mas para que o amor ao próximo, conteúdo essencial da “nova criatura”, seja uma realidade prática em nossa vida, precisamos renunciar o egoísmo e desenvolver as nossas percepções; pois não há como sentir amor, compaixão e lavar os pés do próximo se não conseguirmos enxergá-lo. Mas também não é possível ver o outro se estivermos olhando apenas para o nosso “próprio umbigo”; e não é possível ouvir a necessidade do próximo se estivermos interessados somente em ouvir a nossa própria voz.
Como ver que alguma família precisa de ajuda se tivermos olhos apenas para a nossa? Como orar por outras famílias, se nos lembrarmos apenas dos nossos familiares?
Temos um grande desafio como igreja, corpo de Cristo; mas para aceitarmos tal desafio precisamos primeiramente compreender o amor na prática, e, posteriormente, nos lembrar de que viemos a este mundo para servir! Ter um lar de crianças é uma meta maravilhosa, mas o nosso amor necessitará ser prático e constante; os pequenos não poderão esperar pelas sobras do nosso tempo e disposição para serem amados e cuidados.
Na verdade, a obra do Senhor deve ser prioridade em nossa vida, e parece que a maior obra é em relação ao nosso próximo; Jesus disse que se fizermos qualquer coisa a um dos Seus pequeninos a Ele teremos feito.
Muitas pessoas estão necessitando que lavemos os seus pés; poderá ser através de ajuda material, afetiva ou física, pois em todas elas estará incluído o conteúdo espiritual, ou seja, o testemunho de que “amamos porque Ele nos amou primeiro”!
Se você ainda não sabe como lavar os pés de alguém, proponha-se a buscar uma criança ou um adolescente em sua casa para levar à igreja; olhe para seus vizinhos, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, e veja se pode fazer alguma coisa por eles.
Que o Senhor nos faça enxergar as necessidades do próximo, e nos dê disposição para servir como Jesus serviu enquanto esteve neste mundo; que possamos sim, lavar os pés uns dos outros, mas não somente na Santa Ceia.


                                                                                       (R.E.S.A)