“Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.”
Salmo 139:14
Durante muitos anos e principalmente através da poesia, se tentou idolatrar as mães; talvez até numa tentativa de esconder as mágoas e frustrações relacionadas a elas. Parece serem comuns os sentimentos “embaralhados” e confusos em relação a esta figura, tão amada por alguns e tão odiada por outros! Como compreender o mistério que envolve o relacionamento de uma mulher preparada ou despreparada psicologicamente, com um ser em formação, desejado ou indesejado! Ambos compartilhando por nove meses, o mesmo alimento, os mesmos lugares e o mesmo tempo.
Mãe é imprescindível para a vida, e parece ser também na vida! Certamente, ela é a principal responsável para que uma criança venha ao mundo após a geração da mesma; e ela tem controle sobre algumas coisas que podem prejudicar ou beneficiar o feto. Mas, é principalmente no pós-natal, que a sua imprescindibilidade se estabelece, pois ela é a ponte entre um mundo protegido e um mundo ameaçador! Então, a sabedoria ou a falta dela, a paciência ou a intolerância, a prudência ou a imprudência, os sentimentos positivos ou negativos e os cuidados para com a criança, passam a fazer um elo afetivo entre estes dois seres. O bebê indefeso fica entregue ao desejo, sentimentos e comportamentos da sua mãe.
O bebê cresce, e junto com ele cresce um desejo enorme de ser muito amado, por esta que lhe trouxe ao mundo! E certamente, as opiniões dela e a sua aprovação para as suas primeiras produções no mundo, até mesmo para as suas realizações motoras, como andar e jogar beijos, são as mais importantes! Mas este desejo se intensifica, quando não é devidamente atendido; ao longo do desenvolvimento, há um grito constante de dor, que aparece na maioria das vezes em sintomas físicos, comportamentais ou escolares, pois assim é possível alcançar ao menos um pouco de atenção.
As mães não são imaculadas e não são “super mulheres”! Elas não são as mães das poesias e não são perfeitas! Mas, são seres humanos a quem foi entregue a maior de todas as responsabilidades, em relação a outro ser! E não é a dor do parto ou a amamentação que fazem delas mães especiais ou mártires! E sim, a capacidade de suprir as necessidades afetivas dos seus filhos, sem exageros; e é também a humildade de reconhecer quando não amam o suficiente, para poderem aprender a amar, sem jamais usar os defeitos dos filhos para justificar a impossibilidade de amar.
Ser mãe é muito prazeroso para muitas mulheres, mas também é muito doloroso! É uma responsabilidade que finda só com a morte, mas que ainda assim, deixa as marcas sobre gerações, sejam positivas ou negativas!
A relação mãe e filho é extremamente complexa, pois ela comporta conteúdos conscientes e inconscientes, permitindo que o próprio silêncio machuque! E não são as lindas poesias sobre mãe, os presentes e as homenagens, que dão conta de resolver os problemas desta relação; faz-se necessária a disposição das duas partes, de buscarem ajuda Daquele que conhece toda a história desta relação, com a certeza de que Ele pode transformar qualquer tristeza em alegria, e pode alcançar com o seu bálsamo, a mais profunda dor!
Mães e filhos! O amor humano é imperfeito, e por isto causa tanta dor! Mas o nosso Grande Deus é Perfeito em Amor, e a Sua misericórdia pode restaurar qualquer relacionamento! Deixem que o Perfeito amor de Deus inunde as suas vidas, e transforme a história de vocês, numa canção que fale de um verdadeiro amor, que foi provado pela dor e aprovado pelo perdão e pela humildade!
R.E.S.A.
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