“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida...” (Deuteronômio 30:19).
Despertar e Servir: Esta tem sido uma das mais constantes reflexões em nossas vidas cristãs. Temos ouvido incessantemente, nas últimas semanas, sobre a necessidade de fazermos verdadeiros esses dois verbos em nossa existência como cristãos. E isso só depende de nós. Mais do que tudo, depende de escolhermos fazer isso.
Moisés, ao fim de sua vida, convocou o povo de Israel e propôs-lhes que escolhessem entre a vida e a morte. Josué, na terra prometida, fez o mesmo: reuniu os israelitas e ordenou-lhes que se decidissem entre servir aos deuses dos amorreus, aos deuses a quem seus pais serviram, ou ao Senhor, a quem o mesmo Josué declarou já ter decidido servir, bem como sua família.
Outras muitas pessoas na história de Israel fizeram escolhas que foram marcantes em suas vidas. Aliás, muitas dessas escolhas foram decisivas na vida de outras pessoas também. Raabe, ao esconder os espias de Israel, não sabia que optava, naquele momento, pela manutenção da sua vida e da sua família. O mesmo Moisés que propôs uma escolha ao povo de Israel - como viu-se acima -, ao decidir-se por proteger um israelita que apanhava de um egípcio, escolheu, sem saber, deixar para trás a pujança do palácio de faraó para que, anos mais tarde, pudesse conduzir a nação de Israel do Egito à Terra Prometida. Daniel, por outro lado, era bastante cônscio de que, ao não obedecer ao decreto real, continuando a orar ao Senhor Deus de Israel, seria condenado à morte. Contudo, o Deus a quem ele escolheu servir, salvou-o da cova dos leões, tornando-lhe ainda mais respeitado e admirado na nação em que habitava.
Sabemos que estes, e muitos outros elencados nas Sagradas Escrituras, em algum momento das suas vidas, foram confrontados com decisões de extrema importância. Essa é a mesma situação em que nos encontramos dia após dia: Fazer o que Deus quer ou o que achamos correto, com nossos olhos e consciência humana? Lermos a Bíblia e, mais importante, deixar que ela mude o nosso viver, ou mantermo-nos inertes e impermeáveis ao que a Palavra nos fala? Optarmos por adorar somente a Deus, ou nos entregarmos aos deleites deste mundo?
A grande questão que se apresenta é ESCOLHA. Assim como despertar e servir, escolher é palavra que indica ação. Sobretudo, há que se ter consciência que, ao nos omitirmos, optando por adiar qualquer decisão sobre uma vida plena com Jesus, já estamos escolhendo, porque disse Ele que aquele que com Ele não ajunta, espalha.
A questão, querido leitor, se apresenta a nós em todos os dias de nossas vidas. A opção colocada, e evidentemente correta, é: “Escolhe, pois, a vida”. E faze-o agora, enquanto o tempo é hábil e propício para isso.
H.K.
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