Nossas contradições
Embora as grandes guerras que se travam em nossa mente sejam por demais dolorosas, nos levam a buscas incessantes e a muitas reflexões; em alguns destes momentos de profundo mergulho em nossos pensamentos e conhecimentos já alcançados, principalmente espirituais, também nos encontramos com os nossos desejos e sentimentos, os quais acabam deixando certas situações ainda mais complexas.
Em nossas constantes reflexões revisamos os nossos comportamentos e os confrontamos com as nossas verbalizações; então, tristemente enxergamos as contradições e a grande distância entre os mesmos.
Acatamos princípios interessantes para as nossas vidas, queremos as regras, a ética e somos adeptos da exortação bíblica; contudo, quando os nossos interesses, desejos ou sentimentos se fazem presentes, parece que nos esquecemos das nossas metas e verbalizações tão corretas e tão éticas.
Cantamos certas letras de músicas como as maiores verdades das nossas vidas, e, no entanto, diante da primeira situação em que a nossa comodidade ou satisfação é ameaçada, reagimos em defesa do poderoso “eu”, que não pode perder ou ser sacrificado; defendemos-nos com veemência, ainda que isto contrarie os ensinamentos bíblicos e as letras dos louvores que tanto gostamos. Sem a devida reflexão atingimos uma construção coletiva que levou tempo e requisitou empenho para chegar aonde chegou; simplesmente porque o nosso bem estar e interesses estão acima do bem coletivo e do amor ao próximo.
Pela falta de percepção das nossas contradições internas, atingimos a nossa própria vida espiritual; todavia, os maiores danos podem ser causados aos novos na fé, àqueles que aprenderam e lutam renhidamente pela crucificação da carne e pela busca prioritária do que é espiritual, mas também, interfere no grupo como um todo.
As contradições são inerentes aos seres humanos, porém, as reflexões e a busca das transformações no Espírito Santo, levam a uma melhor organização do conjunto das crenças e da prática; mas, talvez, os mais velhos na fé devam revisar com maior urgência tais contradições, e, então, buscar suprimi-las “na força do poder de Deus”.
Que o Soberano Deus, o Oleiro das nossas vidas, seja convidado a reparar as brechas feitas pela nossa carnalidade em nossa vida e na vida daqueles que caminham conosco; e, assim, possamos testemunhar a nossa ida à “casa do Oleiro”.
(R.E.S.A)
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