De novo o “amor”?
Falar em amor ao próximo parece ser algo parecido como “chover no molhado”, não é mesmo? Além de ser um assunto muito explorado, para muitas pessoas parece que basta um pouquinho de esforço e facilmente se consegue cumprir o mandamento de Jesus.
Não temos dúvidas de que é impossível se falar em vida cristã, “novo nascimento” e em agradar a Deus sem falarmos em amor; contudo, parece que não é citando textos bíblicos, teorizando ou mascarando a nossa mente que poderemos resolver uma das nossas maiores transgressões, que é a falta de amor.
Já concluímos que o amor descrito em I Coríntios 13 trata-se de um fruto e um dom do Espírito Santo, pois ninguém consegue amar de uma maneira tão perfeita pela carne, ou seja, naturalmente; e aquele que pensa conseguir, em algum momento acaba percebendo o quanto o seu amor é imperfeito!
Talvez a maior oportunidade de refletirmos e, infelizmente, concluirmos o quanto estamos longe do verdadeiro amor, seja quando somos atingidos e machucados de alguma maneira por quem achávamos ser alvo do nosso sentimento “perfeito”! Este é o momento em que os nossas emoções e sentimentos se confundem de tal forma que nem mesmo nós conseguimos compreender a fragilidade do nosso amor.
Quando falamos de verdadeiro amor estamos nos referindo a um sentimento forte e resistente, e não a uma emoção passageira ou a um sentimento frágil; o verdadeiro amor não se dissolve diante dos conflitos mas, ao contrário, se fortalece.
Então, parece que o melhor caminho para alcançarmos o verdadeiro amor seja nos despindo da ilusão de que somos capazes de amar perfeitamente; precisamos compreender que nem mesmo o amor materno, tão venerado, é perfeito. Se o amor dos pais fosse perfeito não haveria tantos conflitos individuais e familiares.
Quando formos capazes de admitir que não conseguimos amar verdadeiramente, será o início da nossa grande conquista, ou seja, alcançaremos o verdadeiro amor através de Jesus; levaremos até a cruz o nosso orgulho e a nossa ilusória “capacidade de amar” e, assim, receberemos do Espírito Santo a parte do fruto espiritual que tanto necessitamos: o amor.
Refletir e mexer em coisas que achávamos estarem prontas e corretas em nós não é muito agradável, principalmente se o item em questão for o amor; e mais difícil fica quando pensávamos ser o nosso ponto alto. Fazer um autoquestionamento sobre o amor que sentimos pelas pessoas, ou refletir sobre a nossa recusa em querer conviver com alguém que um dia dissemos amar e nos machucou, certamente é um bom começo para buscarmos o verdadeiro amor; o único amor que vence as barreiras do conflito humano é o amor resultante do enchimento do Espírito Santo.
E, ainda, não há como ignorarmos o fato de que amar como Cristo amou é estar disposto a dar a vida por alguém; Jesus nos amou com um amor jamais visto! Ele enfrentou a morte, e morte de cruz, simplesmente porque nos amou!
Que o Senhor nos ajude a compreendermos o Seu profundo amor e não nos deixe acomodarmo-nos aos sentimentos provenientes do nosso “enganoso coração”; que sejamos desafiados a buscar em Deus o verdadeiro amor, parte do fruto do Espírito Santo, essencial para que sejamos parecidos com Cristo Jesus!
(R.E.S.A)
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