“O SENHOR é
tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o
SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos
seus pés. Ele repreende ao mar, e o faz secar, e esgota todos os rios; desfalecem
Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano murcha. Os montes tremem perante ele, e os
outeiros se derretem; e a terra se levanta na sua presença; e o mundo, e todos
os que nele habitam. Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante
do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram
por ele derrubadas. O SENHOR é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia,
e conhece os que confiam nele.” (Naum
01: 03-07)
O poder e a justiça do nosso Deus
Se
fizéssemos uma pesquisa para sabermos qual a visão que as pessoas têm de Deus,
certamente aquelas que crêem Nele, veríamos percepções bastante diferenciadas;
encontraríamos aquelas que O descreveriam apenas como um Deus amoroso, mas
também encontraríamos aquelas que O descreveriam predominantemente como um Deus
exigente.
O
texto de Naum descreve um Deus paciente e longânimo, contudo justo; um Deus
bom, que se torna uma fortaleza para aqueles que Nele confiam, porém, forte e
poderoso. Os montes tremem, os outeiros se derretem e a terra se levanta
perante Sua força e poder!
Mas
muitas pessoas parecem ignorar que o Deus repleto de amor e bondade é justo e
odeia o pecado; e à medida que se esquece da ira do Senhor contra o pecado,
mais aumenta a iniquidade, e quanto mais o tempo passa, maior é a incredulidade.
O desprezo ao poder e justiça de Deus tem sido notório por toda a parte; a
iniquidade tem se multiplicado, a Palavra tem sido banalizada e comercializada,
e mais se tem blasfemado ao Santo e poderoso Criador do Universo. Estamos
vivenciando dias piores do que aqueles prévios ao dilúvio e aos da destruição
de Sodoma e Gomorra.
Mas
o Deus que não tem o culpado por inocente estaria calado diante de tanta
impiedade e violência? Até quando o mundo vai exalar o horrível cheiro de
pecado, cuja impureza e imundícia invadem os lares e as mentes, destruindo
todos os valores morais?
Não,
Deus não está calado e nem tampouco alienado! Parece que estamos vivendo o
finalzinho do tempo da exortação ao arrependimento; o mundo ainda está
usufruindo da paciência e longanimidade de Deus, mas não por muito tempo. O
Deus zeloso em breve se levantará com Sua grandeza e poder contra a terra
inundada pelo pecado; a promessa da Sua vinda está por se cumprir.
As
palavras do segundo e terceiro capítulos da segunda carta de Pedro descrevem
exatamente o que estamos vivendo, ou seja, o fim; não é possível ignorar que a
descrição feita por Pedro é referente exatamente aos nossos dias.
Queridos
irmãos, “o Senhor não retarda a Sua promessa”, e, a sua vinda, será “como o
ladrão de noite”; diante disto, que faremos nós? O mais sábio e espiritual é
seguir os conselhos de Pedro: “Pelo que, amados, aguardando estas coisas,
procurai que Dele sejais achados imaculados e irreprensíveis em paz.”.
Que
Deus nos proteja de qualquer descuido para que não percamos a “coroa da vida
eterna”; peçamos para que nos ajude a buscarmos cada dia mais a semelhança com
Cristo e a santidade.
(R.E.S.A)
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