"E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.” (Mateus 04: 18-20)
Prontos para seguir e servir?
Estamos sendo tocados pelo Senhor individualmente e coletivamente para fazermos diferença na vida das pessoas. Não temos a pretensão de reformar o mundo, nosso país, nosso estado ou a nossa cidade, mas tão somente de sermos bênção na vida das pessoas ao nosso redor e na vida daqueles que necessitam de nós.
Não há cristianismo verdadeiro sem envolvimento e comprometimento com o próximo; se apenas nos sensibilizarmos com a dor das pessoas e não fizermos nada, estaremos negligenciando o nosso chamado para servir.
Talvez o mais difícil seja deixar as nossas coisas e interesses de lado, para então servirmos ao Senhor; é muito provável que já estejamos conscientes de que não é fácil fazer como os discípulos e tantas outras pessoas fizeram, ou seja, largar o que se está segurando e simplesmente seguir para fazer o que é necessário ser feito.
Aqueles homens que se permitiram ser discipulados por Jesus fizeram a diferença no mundo. Paulo, quando compreendeu a sua missão neste mundo, renunciou à sua própria vida para servir ao Senhor; foi ele quem fez uma das mais lindas declarações de entrega de vida e disposição para servir a Deus: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra a carreira e o ministério que recbi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (Atos 20: 24).
João e o seu irmão Tiago quando chamados por Jesus deixaram imediatamente o pai e o barco; neste caso houve a renúncia de um bem material e um bem afetivo, ambos difíceis de serem renunciados para a maioria das pessoas. No entanto, duas outras pessoas quando convidadas a seguirem a Jesus apresentaram justificativas para não segui-Lo imediatamente, como fizeram os discípulos; uma pediu para primeiramente sepultar o seu pai e a outra para se despedir daqueles que estavam em sua casa, e para ambos os casos Jesus teve uma resposta objetiva.
Será que já estamos prontos para seguir a Jesus fazendo a obra que Ele tem nos proposto individualmente e coletivamente, ou ainda precisamos do tempo para cuidar dos nossos interesses? Será que ainda amamos muito as nossas vidas, o mundo e tudo o que nele há?
Talvez estejamos sendo convidados a pensar sobre a razão do nosso viver e crer no fato de que a vida é como “um vapor que aparece e logo se desvanece”. Talvez estejamos sendo desafiados a refletir com bastante atenção nas palavras de Davi: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de Ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará. Agora, pois, Senhor que espero eu? A minha esperança está em Ti.” (Salmo 39: 04- 07).
Que o Senhor derrame sobre a nossa vida redobrada misericórdia e nos ajude a renunciarmos coisas, pessoas e a nós mesmos, a fim de que possamos segui-Lo fielmente e fazer a obra designada a nós, sem nos distrairmos com as coisas passageiras deste mundo.
(R.E.S.A)
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