terça-feira, 5 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 26 de julho de 2014.

E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11: 09-13)

Fidelidade


Comumente ouvimos falar sobre a fidelidade de Deus, mas infelizmente centralizando o aspecto material. Porém, pouco se ouve falar sobre a fidelidade do Amado Pai com relação ao aspecto espiritual, talvez porque os interesses da carne sejam mais desejados; e o mais triste é perceber que há um investimento grande de muitos pregadores na mensagem equivocada sobre prosperidade material.
Por falta de conhecimento bíblico, uma multidão de “crentes” passa a vida buscando compreender a fidelidade de Deus apenas na satisfação dos seus desejos materiais; mas, o maior Pregador de todos os tempos ensinou sobre o verdadeiro conteúdo da fidelidade de Deus, apresentando uma promessa infalível. Sim, foi Jesus quem disse que nunca nos faltaria o Espírito Santo, se O buscássemos.
Jesus comparou a fidelidade de um pai terreno com a fidelidade do Pai Celestial, relacionando o conteúdo dos pedidos. Se o amor limitado de um pai terreno torna-o capaz de suprir a necessidade de saciamento da fome do seu filho, quanto mais o Pai Celestial; certamente a ênfase dada por Jesus é com relação à fome espiritual, e a provisão é o Espírito Santo, pois não há vida espiritual sem enchimento Dele. Contudo, Jesus disse no sermão da montanha que não há motivos para preocupação, pois todas as necessidades básicas dos filhos de Deus seriam também atendidas.
Parece que a distância entre o que Jesus prometeu e o que os pregadores da atualidade pregam é muito grande, não é mesmo? Mas para que haja a compreensão adequada, a leitura não pode ser cortada de acordo com a conveniência; faz-se necessária a reflexão sobre todo o conteúdo da parábola, cuja mensagem central refere-se à persistência em pedir e buscar o alimento espiritual, ou seja, o Espírito Santo.
Deus é tremendamente fiel e não nos deixou órfãos; por isto, enviou o Consolador, o Seu Espírito para que fosse buscado por aqueles que desejam ser morada consagrada, lavada pelo sangue do Cordeiro. Também a fidelidade de Deus nos dá a possibilidade de tomar posse das Suas misericórdias, renovadas diariamente; e certamente, nos faz desejar misericórdias relacionadas ao suprimento espiritual. Mais do que carro, casa e outros bens materiais, Ele nos ensina desejar as riquezas espirituais; mais do que desejar a aprovação dos nossos filhos no vestibular, em concursos ou ter um bom casamento, nos faz desejar para eles a salvação e o enchimento do Espírito Santo.
Sem dúvida alguma, a fidelidade de Deus nos alcança materialmente; desejamos sim ter um bom carro, casa e roupas bonitas, além de gostarmos muito de comer bem, passear e viajar. Queremos ver os nossos filhos bem sucedidos e bem casados, mas certamente o nosso maior desejo é vê-los vencer as tentações e crescer espiritualmente.
O Senhor abençoa todas as áreas da nossa vida, principalmente depois que O buscamos realmente em primeiro lugar; mas a maior bênção, é o verdadeiro enchimento do Espírito Santo, cujo resultado é a conquista dos tesouros espirituais, entre os quais está a compreensão da fidelidade de Deus.                                        

(R.E.S.A)

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