“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna,
e nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 06:
68,69)
Para quem?
Diante
das palavras de Jesus para os discípulos, lembrando-os de que poderiam escolher
deixá-Lo, Pedro fez uma das mais verdadeiras e emocionantes declarações sobre a
eternidade e solução para o frágil ser humano!
Por
mais “racional” e intelectualizada que seja uma pessoa, há uma inquietação
íntima sobre a sua alma; a dúvida sobre o destino final da alma e do corpo cria
os mais variados comportamentos e mecanismos psíquicos. Ainda que haja uma
forte tendência à negação da existência de Deus ou à Sua interferência na vida
do ser humano, certamente há uma intensa busca individual e silenciosa por
respostas; o vazio existencial, uma realidade inquestionável, é contornado das
mais diversas maneiras, mas sempre com o maior distanciamento possível da
verdade.
Admitir
que Deus é o detentor da solução para o vazio e destino da alma, incomoda
principalmente os mais intelectualizados e auto suficientes; parece ser
inadmissível que um ser extremamente bem dotado intelectualmente necessite de
Deus para resolver seus problemas e conflitos existenciais.
Com certeza o engano de que a
intelectualidade resolve os problemas da alma, faz um enorme bem para a razão,
ainda que temporário; mas quando as circunstâncias dolorosas da vida
enfraquecem a racionalidade, deixando emergir o terrível vazio, surge a
angústia das incertezas e da finitude.
Parece ser impossível fugir dos
questionamentos e sede por algo que proporcione um verdadeiro sentido para a
vida, ainda que as tentativas para contornar tal situação sejam insistentes;
assim como cientistas e pesquisadores buscam incansavelmente a cura para certas
doenças físicas, outros profissionais buscam pela cura da alma.
Os
conteúdos subjetivos podem ser aparentemente ignorados por muitas pessoas, mas
sem dúvida alguma são essenciais, pois além de causar as doenças da alma também
causam as doenças fisiológicas.
O mundo
está terrivelmente adoecido em todos os sentidos; a insegurança e as dúvidas se
alastram por todos os lados, e invadem a mente daqueles que não têm algo que
lhes garanta a eternidade e a verdadeira paz.
Ainda
que a fé de muitas pessoas não seja suficiente para alcançar as palavras de
Pedro, os filhos de Deus que já experimentaram a profundidade da comunhão com
Ele, sabem que o Espírito Santo usou a boca de Pedro para revelar Quem tinha a
verdadeira solução da vida!
Para
quem iremos nós? Para os mortais como nós que tateiam no escuro em busca de
solução? Acreditar em super teorias ou em super filósofos, sendo que a maioria
sucumbe ao vazio interior, quando não se suicidam para fugir dele?
Ah,
queridos, para quem iremos nós, se Cristo tem as palavras da vida, e da vida
eterna! (R.E.S.A)
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