terça-feira, 5 de agosto de 2014

Boletim IBSDC, Sábado, 02 de agosto de 2014.

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 06: 68,69)


Para quem?


       Diante das palavras de Jesus para os discípulos, lembrando-os de que poderiam escolher deixá-Lo, Pedro fez uma das mais verdadeiras e emocionantes declarações sobre a eternidade e solução para o frágil ser humano!
       Por mais “racional” e intelectualizada que seja uma pessoa, há uma inquietação íntima sobre a sua alma; a dúvida sobre o destino final da alma e do corpo cria os mais variados comportamentos e mecanismos psíquicos. Ainda que haja uma forte tendência à negação da existência de Deus ou à Sua interferência na vida do ser humano, certamente há uma intensa busca individual e silenciosa por respostas; o vazio existencial, uma realidade inquestionável, é contornado das mais diversas maneiras, mas sempre com o maior distanciamento possível da verdade.
       Admitir que Deus é o detentor da solução para o vazio e destino da alma, incomoda principalmente os mais intelectualizados e auto suficientes; parece ser inadmissível que um ser extremamente bem dotado intelectualmente necessite de Deus para resolver seus problemas e conflitos existenciais.
Com certeza o engano de que a intelectualidade resolve os problemas da alma, faz um enorme bem para a razão, ainda que temporário; mas quando as circunstâncias dolorosas da vida enfraquecem a racionalidade, deixando emergir o terrível vazio, surge a angústia das incertezas e da finitude.
       Parece ser impossível fugir dos questionamentos e sede por algo que proporcione um verdadeiro sentido para a vida, ainda que as tentativas para contornar tal situação sejam insistentes; assim como cientistas e pesquisadores buscam incansavelmente a cura para certas doenças físicas, outros profissionais buscam pela cura da alma.

Os conteúdos subjetivos podem ser aparentemente ignorados por muitas pessoas, mas sem dúvida alguma são essenciais, pois além de causar as doenças da alma também causam as doenças fisiológicas.
O mundo está terrivelmente adoecido em todos os sentidos; a insegurança e as dúvidas se alastram por todos os lados, e invadem a mente daqueles que não têm algo que lhes garanta a eternidade e a verdadeira paz.
       Ainda que a fé de muitas pessoas não seja suficiente para alcançar as palavras de Pedro, os filhos de Deus que já experimentaram a profundidade da comunhão com Ele, sabem que o Espírito Santo usou a boca de Pedro para revelar Quem tinha a verdadeira solução da vida!
       Para quem iremos nós? Para os mortais como nós que tateiam no escuro em busca de solução? Acreditar em super teorias ou em super filósofos, sendo que a maioria sucumbe ao vazio interior, quando não se suicidam para fugir dele?

       Ah, queridos, para quem iremos nós, se Cristo tem as palavras da vida, e da vida eterna!                         (R.E.S.A)

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